Contrariamente a anos anteriores, onde as mães seropositivas tinham apenas seis meses de amamentação, o especialista em saúde pública pediu às mães portadoras do HIV/Sida no sentido de recorrerem aos serviços hospitalares para beneficiarem do tratamento e assim poderem amamentar o bebé por mais tempo.

O responsável que falava à Angop, a propósito da” semana do aleitamento materno”, que decorre de 1 a 8 de Agosto, disse que ainda existe um certo “tabu “, sobretudo para as mães do meio rural que tinham a informação inicial que a seropositiva só deve amamentar apenas até aos seis meses, razão pela qual o aumento do número de crianças com má nutrição.

De acordo com a responsável, após detectar o vírus na gestação e depois do nascimento dos bebés estas recebem uma medicação para um período de 16 meses, posteriormente são encaminhadas para o Centro Materno Infantil, onde são acompanhadas com tratamento específico.

Precisou que as mães seropositivas secretam, durante este período, anticorpos que protegem a criança contra a infecção do HIV/Sida.

Para acompanhamento de mulheres grávidas seropositivas, disse que a província dispõe de serviço específico, que visa prevenir a transmissão do vírus da mãe para o bebé, bem como dar uma assistência mais direccionada às portadoras do vírus.

Exortou as  infectadas a cumprirem escrupulosamente com a medicação e as orientações médicas, sobretudo as gestantes, de forma que os filhos nasçam saudável e isentos do vírus.