Em conferência de imprensa, afirmaram que, em vários hospitais, há falta ou escassez de luvas, máscaras, gorros, óculos, batas descartáveis, álcool em gel, sabão, papel higiénico e água.

A denúncia surge dois meses depois de o Executivo ter anunciado a chegada ao país, no âmbito das acções de combate e prevenção à Covid-19, de 544 toneladas de material clínico.

Desse material, adquirido em maioria à China, chegaram 700 ventiladores, 255 não invasivos.

À epoca, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou que entre os equipamentos constavam 12 milhões de máscaras e igual quantidade de pares de luvas, além de 170 mil kits de biossegurança, compostos por fatos, luvas, máscaras, óculos e botas.

Recentemente, a governante anunciou a distribuição desses equipamentos e meios em todas as unidades sanitárias do país.

A título de exemplo, a província de Luanda recebeu mais de 100 toneladas de material de biossegurança para a prevenção à pandemia.

O lote foi composto por caixas de álcool em gel, botas de borracha, fatos-macacos de biossegurança de nível três, máscaras cirúrgicas descartáveis, óculos de protecção, termómetros infravermelhos, bem como medicamentos para combate à malária e outras patologias.

Os equipamentos em causa foram distribuídos nas 183 unidades sanitárias públicas.

Entretanto, os sindicalistas afirmaram em conferência de imprensa que, apesar do investimento do Executivo na aquisição dos EPI, estes "não cobrem as necessidades reais".

Conforme o Secretário geral do Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola (SINDEA), Cruz Matete, além de equipamentos de biossegurança, as unidades sanitárias debatem-se com a falta  de medicamentos.

Destacou a falta de soros, fármacos diversos, seringas, fios de sutura, anestésicos, sistemas, brândulas, sacos colectores e aventais.

Denunciou, também, a falta de alimentação nas  unidades sanitárias, quer para os profissionais  de saúde, quer para os pacientes internados.

Segundo Cruz Matete, em função da realidade actual constatada em todo país, está a ser promovida uma campanha de recolha de assinaturas para um abaixo assinado, em que solicitam a melhoria do quadro actual.

O fórum é composto pelos sindicatos nacionais dos Enfermeiros de Angola (SINDEA), dos Médicos de Angola (SINMEA), Independente dos Trabalhadores da Saúde e Função Pública ( SNITSFP) e dos Técnicos de Enfermagem de Luanda (SINTENFL).

Fonte do Ministério da Saúde, contactada para reagir às denúncias de falta de material, negou as acusações e  reafirmou que todas unidades sanitárias de referência do país receberam equipamentos e meios de protecção de biossegurança.

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