Portugal regista 820 mortes associadas à COVID-19 e 22.353 infetados, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de quarta-feira, há um aumento de 35 mortos (crescimento percentual de 4,5%) e de 371 infetados (representando uma subida de 1,7%).

No total há já 1201 recuperados, mais 58 que ontem.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quarta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 475 óbitos, seguida da região Centro (179), da região de Lisboa e Vale do Tejo (146) e do Algarve (11). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há oito mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 1.095 doentes internados, menos 51 do que na quarta-feira, e 204 em unidades de cuidados intensivos, menos três que ontem.

Pelo menos 4.048 pessoas aguardam resultado laboratorial e 30.342 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 219.848 casos suspeitos, sendo que 193.447 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas, 551 tinham mais de 80 anos, 168 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 71 entre os 60 e 69 anos, 21 entre 50 e 59 e nove entre os 40 e os 49.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 13.382 infetados, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (5.194), da região Centro (3.084), do Algarve (318) e do Alentejo (181). Nos Açores, existem 109 casos confirmados e na Madeira 85.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.266 casos, seguida do Porto (1.099), Vila Nova de Gaia (1.161), Braga (950), Matosinhos (929), Gondomar (894), Maia (763), Valongo (655), Ovar (532), Sintra (514) e Coimbra (367).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (3.818) , seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (3.785), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 3.414 casos.

Há ainda 3.130 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.657 entre os 60 e 69 anos, 2.531 entre os 20 e os 29 anos e 1.999 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 360 casos de crianças até aos nove anos e 659 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim, 51% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 36% febre, 27% dores musculares, 24% cefaleia, 20% fraqueza generalizada e 14% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 83% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 130 de França, 87 do Reino Unido, 46 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 10 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há também dois casos importados do Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como África do Sul, Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
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O decreto presidencial que prolonga até 02 de maio o estado de emergência iniciado em 19 de março prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mais de 180 mil mortos e mais 2,6 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou 181.234 pessoas e infetou mais de 2,6 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, baseado em dados oficiais dos países.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, até às 19:00 GMT (20:00 de Lisboa) de ontem, 2.602.670 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 193 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado na província chinesa de Wuhan.

Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 593.800 são considerados curados.

Desde a contagem feita às 19:00 GMT de terça-feira, 5.576 novas mortes e 60.299 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países com mais óbitos são os Estados Unidos, com 1.105 novas mortes, o Reino Unido (759) e a França (544).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado do mundo em termos de mortes e de casos, com 45.950 óbitos em 835.316 casos. Pelo menos 76.070 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são a Itália, com 25.085 mortes em 187.327 casos, a Espanha, com mais de 22.000 mortes, a França, com 21.340 mortes (155.860 casos) e o Reino Unido, com 18.100 mortos (133.495 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 82.788 casos (30 novos entre terça-feira e ontem), incluindo 4.632 mortes (nenhuma nova) e 77.151 recuperações.

A Europa totalizava às 19:00 GMT de ontem 112.855 mortes, para 1.261.757 casos, os Estados Unidos e o Canadá 47.973 mortes (875.112 casos), a Ásia 7.389 mortes (178.630 casos), o Médio Oriente 5.902 mortes (137.642 casos) , a América Latina e no Caribe 5.797 óbitos (116.131 casos), África 1.223 mortes (25.461 casos) e a Oceânia 95 (7.942 casos).

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