Portugal registou 1.063 mortes associadas à COVID-19 e 25.524 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de domingo, há um aumento de 20 mortos (aumento percentual de 1,9%) e de 242 infetados (subida percentual de 1%).

Até ao momento registaram-se 1.712 casos de recuperação, mais 23 que ontem.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de domingo, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 609 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (218), Centro (209) e Algarve (13). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 13 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 813 doentes internados, menos 43 do que no domingo, e 143 em unidades de cuidados intensivos, menos um que ontem.

Pelo menos 2.760 pessoas aguardam resultado laboratorial e 25.081 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 254.510 casos suspeitos, sendo que 226.226 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas, 714 tinham mais de 80 anos, 215 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 92 entre os 60 e 69 anos, 32 entre 50 e 59 e dez entre os 40 e os 49.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 15.141 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (6.136), da região Centro (3.478), do Algarve (333) e do Alentejo (218). Nos Açores, existem 132 casos confirmados e na Madeira 86.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.567 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.418), Porto (1.258), Matosinhos (1.149), Braga (1.112), Gondomar (1.009), Maia (871), Valongo (729), Sintra (618), Ovar (573) e Coimbra (458).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.332), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.261), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.000 casos.

Há ainda 3.600 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.973 entre os 20 e os 29 anos, 2.930 entre os 60 e 69 anos e 2.233 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista 425 casos de crianças até aos nove anos e 770 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim divulgado esta segunda-feira, 44% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 31% febre, 22% dores musculares, 20% cefaleia, 16% fraqueza generalizada e 13% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 86% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 10 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Portugal entrou às 00:00 de domingo em situação de calamidade, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.

Com a situação de calamidade, vai vigorar um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.

Mais de 247 mil mortos e mais de 3,5 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia de COVID-19 já matou 247.503 pessoas e infetou mais de 3,5 milhões em todo o mundo desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00. De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registados 247.503 mortos e mais de 3.521.600 infetados em 195 países. Pelo menos 1.073.568 pessoas foram consideradas curadas.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de mortos e casos, com 67.682 e 1.158.041, respetivamente. Pelo menos 180.152 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde nos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália com 28.884 mortes por 210.717 casos, o Reino Unido com 28.446 mortes (186.599 casos), Espanha com 25.428 mortes (218.011 casos) e França com 24.895 mortes (168.693 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.880 casos (três novos entre domingo e hoje), incluindo 4.633 mortes (nenhuma nova) e 77.766 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 143.981 mortes para 1.562.776 casos, Estados Unidos e Canadá 71.456 mortes (1.217.515 casos), América Latina e Caraíbas 13.877 mortes (257.988 casos), Ásia 9.235 mortes (244.381 casos), Médio Oriente 7.025 mortes (186.403 casos), África 1.806 mortes (44.391 casos) e Oceânia 123 mortes (8.153 casos).

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que um grande número de países está agora a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

Veja o vídeo - Gel desinfetante: como se faz?

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