Desde o início da epidemia, Portugal registou mais mortes associadas à COVID-19 e mais casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de sexta-feira, há um aumento de mortos  e de infetados.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sexta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, Centro e do Algarve. Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, da região Centro, do Algarve e do Alentejo. Nos Açores, existem casos confirmados e na Madeira também.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, seguido de Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos, Braga, Gondomar, Maia, Valongo, Sintra, Ovar e Coimbra.

De acordo com o boletim divulgado na sexta-feira, 44% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 34% febre, 25% dores musculares, 20% cefaleia, 18% fraqueza generalizada e 15% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 86% dos casos confirmados.

Segundo esse relatório da Direção-Geral da Saúde, 171 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 10 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito e quatro da Índia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Azerbaijão, China, Dinamarca, Indonésia, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

O decreto presidencial que prolonga até hoje o estado de emergência iniciado em 19 de março prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

Veja o mapa de risco de ser infetado em Portugal

Um mapa desenvolvido pelo CERENA do Instituto Superior Técnico

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 1,5 milhões de casos diagnosticados na Europa

Mais de um milhão e meio de casos de contaminação pelo novo coronavírus foram oficialmente diagnosticados na Europa, um pouco menos da metade do total mundial, de acordo com uma contagem feita, às 08:50 TMG, pela France-Presse (AFP).

Com pelo menos 1.506.853 de casos e 140.260 mortes, a Europa é o continente mais afetado pela pandemia da COVID-19.

A nível mundial, o total de registos de infetados foi de 3.350.224 casos e o total de mortes cifrou-se em 238.334, de acordo com a agência de notícias francesa.

Espanha, com 215.216 casos e 24.824 mortes, Itália, com 207.428 e 28.236 mortes, Reino Unido, com 177.454 casos e 27.510, França, com 167.346 casos e 24.594 mortes, e Alemanha, com 161.703 casos e 6.575 mortes, são os cinco países que contam oficialmente com mais de 150.000 casos no seu território.

Já a Rússia, com 124.054 e 1.222 mortes, é o país que regista atualmente maior número de casos por dia.

Todavia, o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que muitos países neste momento testam apenas os casos que requerem tratamento hospitalar.

Veja o vídeo - Gel desinfetante: como se faz?

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