“No contexto de uma pandemia global, temos que continuar a analisar os dados em todos os países para os quais os britânicos desejem viajar. Onde for necessário impor restrições ou impor um sistema de quarentena, não hesitaremos em fazê-lo”, afirmou hoje aos jornalistas.

Depois de Espanha, Andorra e Bélgica terem sido removidas da lista de países considerados seguros nas últimas duas semanas, a imprensa britânica tem especulado sobre a exclusão de França, onde o número de casos tem vindo a aumentar.

Todos as pessoas que cheguem ao Reino Unido do estrangeiro estão obrigadas a ficar em isolamento durante duas semanas, exceto de uma lista de cerca de 70 países e territórios identificados pelo governo britânico como sendo de baixo risco.

Portugal ficou de fora dos corredores de viagem internacionais, mas a imprensa britânica tem vindo a especular sobre a possível entrada para a lista e isenção de quarentena a partir do final de agosto.

 “Portugal fez muitos progressos, mas o processo de suspensão da quarentena é muito mais gradual, onde monitorizamos o progresso em semanas em vez de dias”, disse uma fonte do governo ao jornal The Sun no sábado.

O consultor de viagens Paul Charles, promotor da campanha Quash Quarantine iniciada pelo setor do turismo contra o sistema de quarentena britânico, escreveu na revista Travel Weekly que o número de casos "continuam teimosamente altos”, tal como na Suécia.

Segundo Charles, o principal critério usado pelas autoridades britânicas para identificar impor quarentena é que os países ultrapassem o teto de 20 casos por 100.000 habitantes, algo que outros países como Holanda, Suíça, Polónia e Malta, estão em risco de alcançar.

O Reino Unido registou até agora 46.574 mortes, o número mais alto na Europa e o terceiro maior no mundo atrás dos EUA e Brasil.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 731 mil mortos e infetou mais de 19,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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