Em reação a morte do médico Sílvio Dala, ocorrida no dia 01 deste mês numa unidade policial depois de ter sido interpelado por um efectivo da Polícia Nacional, por não uso de máscara dentro da sua viatura, o MINSA apela aos profissionais de saúde para não se desmotivarem na nobre missão de salvar vidas.

Na mensagem de condolências a que a ANGOP teve acesso, neste domingo, o departamento ministerial diz que se junta às outras instituições do Executivo, mormente a Procuradoria-Geral da República e o Ministério do Interior, que instauraram um processo-crime com vista a esclarecer as circunstâncias reais em que ocorreu a morte do médico, para responsabilização dos eventuais prevaricadores.

“O Ministério da Saúde reitera o seu firme compromisso para com a vida e a integridade física, psicológica e moral dos médicos e todos os outros profissionais de saúde, especialmente neste tempo particularmente desafiante em que são de facto a linha da frente no combate à Covid 19”, lê-se na nota.

A vítima perdeu a vida a caminho do Hospital do Prenda, depois de um mal-estar no interior de uma esquadra policial, no bairro do Rocha Pinto, distrito da Maianga em Luanda.

O pediatra padecia de uma doença de base (não revelada), que, segundo a autópsia, teria sido a causa principal do mal-estar e da morte.

Conforme o porta-voz do Ministério do Interior, Waldemar José, o médico sofreu uma queda aparatosa no interior da esquadra e teve escoriações ligeiras na cabeça, mas a autópsia revelou que não sofreu qualquer agressão.

Segundo a versão do Ministério do Interior, Sílvio Dala teria sido interpelado por um efectivo da Polícia Nacional, por não uso de mascara dentro da sua viatura, e convidado a ir à esquadra.

De acordo com o novo Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, o uso de máscara é obrigatório na via pública e no interior das viaturas, incluindo pessoais.

O desrespeito dessa norma é punível com multa, no valor de cinco mil kwanzas.

De acordo com a versão do porta-voz do Ministério do Interior, Waldemar José, o médico foi encaminhado para uma esquadra policial mais próxima, onde foram cumpridas todas as formalidades da elaboração do auto de notícia e a respectiva notificação de transgressão.

Pelo facto de esquadra não possuir mecanismo para o pagamento das multa de cinco mil kwanzas, disse, o médico ligou para  alguém próximo para efectuar o respectivo pagamento e levar o comprovativo à esquadra.

Foi nesse período de espera, de acordo com o oficial comissário, que o cidadão começou a passar mal e desfaleceu (desmaiou), embatendo com a cabeça no chão.

O mesmo, afirma, foi prontamente posta numa viatura das forcas de defesa e segurança que a levava para o Hospital do Prenda, no mesmo distrito, onde veio a falecer durante o trajecto.

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