Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.144 mortes associadas à COVID-19 e 27.679 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos dados de domingo, há um aumento de 9 mortes (crescimento de 0,8%) e de 98 infetados (crescimento de 0,4%).

Há 2.549 casos de recuperação em Portugal, o mesmo número em relação a domingo.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de domingo, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 651 óbitos, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (248), Centro (216) e Algarve (14). Pelo menos uma morte foi registada no Alentejo. Há 14 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 805 doentes internados, mais oito do que no sábado, e 112 em unidades de cuidados intensivos, o mesmo número que ontem.

Pelo menos 2.642 pessoas aguardam resultado laboratorial e 28.307 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 276.153 casos suspeitos, sendo que 245.832 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no boletim de hoje, 769 tinham mais de 80 anos, 228 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 99 entre os 60 e 69 anos, 36 entre 50 e 59, 11 entre os 40 os 49 e um homem entre os 20 e os 29 anos.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, com 16.008 casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (7.316), da região Centro (3.545), do Algarve (348) e do Alentejo (237). Nos Açores, existem 135 casos confirmados e na Madeira 90.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 1.737 casos, seguido de Vila Nova de Gaia (1.455), Porto (1.303), Matosinhos (1.207), Braga (1.152), Gondomar (1.048), Maia (909), Sintra (769), Valongo (737), Ovar (626) e Coimbra (561).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (4.673), seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (4.649), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 4.212 casos.

Há 3.989 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 3.334 entre os 20 e os 29 anos, 3.142 entre os 60 e 69 anos e 2.358 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 473 casos de crianças até aos nove anos e 849 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o boletim divulgado esta segunda-feira, 42% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 30% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 89% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados da Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Portugal entrou às 00:00 de 3 de maio em situação de calamidade, depois de ter estado em três períodos consecutivos em estado de emergência que vigoraram desde 18 de março.

Com a situação de calamidade, vai vigorar um “dever cívico de recolhimento domiciliário” para a população em geral, independentemente da idade ou de uma pessoa apresentar fatores de risco, em vez do “dever geral de recolhimento” e do “dever especial de proteção” para determinados grupos, como acontecia no estado de emergência.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Vírus já matou mais de 280 mil pessoas e infetou mais de quatro milhões no mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 282.447 pessoas e infetou mais de 4,1 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 11:00 hoje, baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, já morreram pelo menos 282.447 pessoas e há mais de 4.117.740 infetados em 195 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.388.600 foram considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à COVID-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 79.528 óbitos em 1.329.799 casos. Pelo menos 216.169 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 31.855 mortes em 219.183 casos, a Itália com 30.560 mortes (219.070 casos), a Espanha com 26.744 mortes (227.436 casos) e França com 26.380 mortes (176.970 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.918 casos (17 novos entre domingo e hoje), incluindo 4.633 mortes (nenhuma nova) e 78.144 curados.

A Europa totalizou 156.449 mortes para 1.748.140 casos, Estados Unidos e Canadá 84.338 mortes (1.397.802 casos), América Latina e Caraíbas 20.888 mortes (373.716 casos), Ásia 10.736 mortes (299.747 casos), Médio Oriente 7.636 mortes (227.086 casos), África 2.275 mortes (62.968 casos) e Oceânia 125 mortes (8.284 casos).

Esta avaliação foi realizada com dados recolhidos pela AFP junto de autoridades de saúde e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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