O anúncio foi feito na quarta-feira (11), em Luanda, pelo  secretário de Estado para Área de Saúde Pública, Franco Mufinda, que apontou as fronteiras das regiões norte e leste como as que mais vão merecer a atenção do Governo, por causa do surgimento do primeiro caso de COVID-19 na República Democrática do Congo (RDC).

Em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), o dirigente afirmou que as medidas de prevenção passam, essencialmente, na disseminação de informações úteis, como a lavagem e desinfestação frequente das mãos, tapar a boca ao tossir ou espirrar, bem como evitar o aperto das mãos no acto das saudações e aglomerações de pessoas nos eventos.

Advogou também a necessidade de reforçar a vigilância sanitária nos aeroportos e portos, em função do aumento do número de casos nos países de maior proximidade geográfica e histórica com Angola, como Portugal e a África do Sul.

Na ocasião, apontou o adiamento da vinda do navio cruzeiro de turistas a Angola como uma das medidas preventivas que o Governo adoptou, enquanto permanecer a situação de alerta mundial.

Além desse navio, que tinha a previsão de chegar em Angola (Namibe-Benguela-Luanda) no dia 26 deste mês, Franco Mufinda disse que a mesma medida de restrição vai abranger os demais turistas vindos de países com maior índice de casos de coronavírus.

Angola continua sem registo de nenhum caso positivo de coronavírus, enquanto a RDC, Costa do Marfim, Camarões, Senegal, Togo, Egipto, Tunísia, Argélia, Marrocos, entre outros, são os países africanos afectados pela pandemia mundial.

Na quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde declarou o COVID-19 como uma pandemia, por atingir uma  dimensão inter-continental e se expandir rapidamente para quase todos os países do mundo.

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