A Alemanha regista um total de 182.370 casos de COVID-19, com um aumento de 342 em relação ao dia anterior, e a taxa de contágio em Berlim atinge 1,95.

O valor, revelado na terça-feira pelas autoridades, significa que, na capital, cada pessoa infetada contagia quase outras duas.

Ainda assim, o Instituto Robert Koch (RKI) avisa que estes indicadores estão sujeitos a desvios, ressalvando que o número de novos casos no país é agora relativamente baixo.

A Alemanha tem agora 8.551 vítimas mortais, uma subida de 29 nas últimas 24 horas, e 167.300 casos considerados curados, mais cerca de 800 em relação ao dia anterior.

Hoje, os partidos que integram a “grande coligação” que forma o governo voltaram a juntar-se para discutir um novo plano de ajuda à economia.

Na terça-feira o encontro entre a União Democrata-Cristã (CDU) de Angela Merkel, a União Social-Cristã (CSU) e o Partido Social Democrata (SPD) foi interrompido durante a noite por falta de consenso.

A reunião foi retomada hoje, às 10:30 horas (9:30 em Lisboa), numa tentativa de desbloquear a questão das ajudas ao setor automóvel, que está a dividir os partidos.

O valor final desta nova ajuda económica que o executivo alemão está a preparar ainda não foi formalmente anunciado, mas, de acordo com os meios de comunicação, deverá estar entre os 80 e os 100 mil milhões de euros.

Já em março, o governo liderado por Merkel aprovou um orçamento adicional inédito de 156 mil milhões de euros para fazer frente à crise provocada pela pandemia de covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 377 mil mortos e infetou mais de 6,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.436 pessoas das 32.895 confirmadas como infetadas, e há 19.869 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de três milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 165 mil, contra mais de 179 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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