O gene escolhido pelos investigadores é o MCPH1, que os cientistas acreditam que intervém no desenvolvimento do cérebro humano.

Os 11 macacos nos quais esse gene foi implantado mostraram melhores resultados em testes de memória a curto prazo, assim como melhor tempo de reação em comparação com macacos selvagens. No entanto, os seus cérebros precisaram de mais tempo para se desenvolver.

Os cientistas não constataram que o cérebro desses macacos tenha crescido mais do que os dos seus congéneres de um grupo de controlo.

Os humanos possuem os maiores cérebros entre os primatas.

Polémica

A notícia provocou um debate ético na comunidade científica internacional, inquieta pelo rumo que a ciência experimental está a tomar nos laboratórios chineses e não só.

Em novembro do ano passado, um cientista chinês afirmou ter criado os primeiros bebés modificados geneticamente, com resistência a vírus com o do VIH/Sida.

"As nossas descobertas demonstraram que os primatas não humanos transgénicos (...) têm o potencial de fornecer importantes conhecimentos sobre (...) o que é que torna o ser humano único", explicou o estudo, realizado pelo Instituto Kunming de Zoologia e pela Academia de Ciências chinesa, em conjunto com investigadores da Universidade da Carolina do Norte.

O estudo foi publicado no mês passado na revista nacional de ciências chinesa.

Apenas cinco macacos sobreviveram aos testes.

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