Segundo a supervisora provincial de doenças negligenciadas do Bengo, Maria de Oliveira, em 2017 foram registados, no primeiro semestre, 18 casos da doença, contra os quatro notificados, no mesmo período de 2016.

Maria de Oliveira, citada hoje pela agência noticiosa angolana Angop, avançou que o número de casos pode ser maior do que os registados, devido à negligência das pessoas afectadas, que aparentemente não aceitam ser identificadas pelas autoridades de saúde.

Segundo a responsável sanitária do Bengo, o sector da saúde continua a trabalhar no diagnóstico e avaliação nas comunidades, com vista a evitar o surgimento de novos casos.

Sobre o tratamento da doença infecciosa, cuja transmissão acontece por via respiratória, secreções nasais e salivais, Maria de Oliveira salientou que há medicamentos em quantidade suficiente para o atendimento dos casos.

Mas, para que os casos diminuam, indicou a responsável, é necessário que estejam disponíveis medicamentos e que se organizem campanhas de sensibilização das comunidades, estendendo-a às visitas domiciliárias.