Dados do departamento local de Saúde Pública e Controlo de Endemias referem que, entre o total de casos, 26 foram curados e 18 abandonaram o tratamento.

Segundo o supervisor provincial do Programa de Combate à Lepra, Antero Paulo, as dificuldades financeiras e logísticas têm sido as principais razões que os doentes apresentam para não continuarem os tratamentos.

O responsável, citado pela agência noticiosa angolana, Angop, avançou que é necessário melhorar-se o abastecimento regular de medicamentos, actualizar os conhecimentos dos técnicos e aumentar o número de viaturas.

A lepra, doença infecciosa que causa danos severos aos nervos e à pele, afecta sobretudo as províncias de Luanda, Benguela, Bié e Huambo, estimando-se, de acordo com dados do programa de luta contra esta endemia, de 2016, que mais de 8% das pessoas afectadas apresentem deformações físicas decorrentes da enfermidade.

Em 2015, o então ministro da Saúde de Angola, José Van-Dúnem, manifestou preocupação com o aumento de casos de lepra no país desde 2010.

"Estou preocupado pelo facto de, após um período de diminuição de novos casos, abaixo do limite da eliminação da doença considerada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada 10.000 pessoas, observamos um recrudescimento da lepra a partir de 2010", disse na altura José Van-Dúnem.