Guilherme Santos, que falava à Angop, apontou a falta de medicamentos, insuficiência de materiais gastáveis e de reagentes para os laboratórios, número reduzido de técnicos e falta de acompanahamento familiar, entre outros aspectos, como contribuintes do aumento dos casos de lepra.

"Nesta altura, o programa está a fazer o acompanhamento a 10 crianças. No entanto, por falta de técnicos, elas beneficiam de consultas apenas duas vezes por semana, enquanto que uma média de 20 a 30 pacientes(entre crianças, jovens e adultos) recebem tratamento ambulatório", informou.

Por outro lado, o responsável lamentou o facto de muitos pacientes recorrem ao tratamento tradicional, alegadamente porque a medicina científica não cura a lepra.

Explicou que a lepra multibacilar é a mais frequente em Malanje, cuja transmissão pode ocorrer através de gotículas de salivas e secreções das vias respiratórias, associada a falta de higiene.

A lepra é uma doença infecciosa crónica transmissível que ataca a pele e os nervos da pessoa, podendo afectar crianças e adultos.

Esta doença pode não se manifestar por sintomas durante os primeiros 5 a 20 anos, enquanto vai desenvolvendo granulomas nos nervos, trato respiratório, pele e olhos, o que origina a perda das extremidades dos dedos, devido a lesões sucessivas aos mesmos,  diminuição da visão e fraqueza do organismo.

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