Segundo o chefe do Departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Domingos Chiculo, os especialistas foram colocados nos sete pontos de travessia da fronteira na comuna do Chiluange, município do Muconda.

A intenção é monitorizar as fronteiras comuns, bem como realizar encontros de rotina com os responsáveis sanitários nas fronteiras com a RDC.

Angola, com uma extensão territorial de 1.246.700 quilómetros, partilha 2.511 km de fronteira com a RDC.

O surto de ébola, que atinge a RDC, é o terceiro nos últimos anos. Em face disso, as autoridades angolanas há muito que se preparam para fazer face a uma eventual situação de emergência sanitária.

Campanhas de sensibilização

De acordo com o responsável, as equipas de vigilância epidemiológica desdobram-se em todos os bairros da sede comunal de Chiluange, incluindo na periferia, para a educação sanitária das comunidades, necessidade de fazer o saneamento do meio e dos cuidados a ter com as pessoas que atravessam as fronteiras.

O responsável disse não existir, até ao momento, nenhum caso de ébola registado. Afirmou ainda que existe material suficiente para prevenção em todas as fronteiras, tais como termómetros, fichas de vigilância epidemiológica, desinfectantes, uniformes especializados e botas.

As autoridades estão, igualmente, a promover campanhas de sensibilização sobre as medidas de prevenção contra a doença, tendo em conta a actual situação que se regista, nos últimos meses, na RDC.

A comuna do Chiluange, que dista cerca de 200 quilómetros da cidade de Saurimo, conta com uma população estimada em mais de quatro mil habitantes, distribuídos por 14 aldeias, que fazem fronteira com a RDC, numa extensão total de 286 quilómetros quadrados.

Faz fronteira a norte e nordeste com os municípios de Saurimo (Lunda Sul), Catximo e Luia (Lunda Norte), a sul com o município do Dala e ao leste com o Luau (Moxico) e a RDCongo.

O ébola já provocou mil e 676 mortos na RDC, país que regista 12 novos casos por dia. Este surto é o segundo mais mortífero na História. Entre 2014 e 2016, atingiu a África Ocidental e matou mais de 11 mil e 300 pessoas.

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