De acordo com um comunicado de imprensa, as autoridades sanitárias de Angola reuniram de emergência, na quinta-feira, para "definir as medidas do plano a nível do país, devido à extensa fronteira que partilha” com a RDCongo.

"Ambos países partilham uma extensa fronteira territorial e registam um intenso fluxo migratório, que exige das duas partes a ativação dos protocolos de emergência existentes, no domínio da saúde, e o reforço na monitorização e vigilância epidemiológica transfronteiriça", lê-se no documento.

No comunicado, o Ministério da Saúde assegura que "Angola não registou até ao momento nenhum caso suspeito, mas já estão em curso as medidas de ação e contenção do alastramento do Ébola no país".

"Considerando os grandes movimentos migratórios e por se tratar de doença altamente contagiosa, orientou-se, que todas as direções provinciais de Saúde e, em particular, as unidades sanitárias do país, deverão manter-se em estado de alerta", adianta.

Alerta que, refere a nota, deve observar medidas como o "reforço da vigilância epidemiológica, investigação de rumores e notificação aos níveis hierárquicos superiores, repartições municipais de saúde, direções provinciais de saúde, Direção Nacional de Saúde Pública, Centro de Processamento de Dados".

Constam ainda do leque de orientações, a notificação imediata de todos os casos suspeitos, a distribuição da definição de casos a todas unidades sanitárias públicas, privadas e filantrópicas do país, e manter "escrupulosamente" as medidas de proteção individual e de biossegurança.

O Ministério da Saúde exorta ainda que as províncias que fazem fronteira com a República Democrática do Congo devem reforçar a vigilância nos pontos de entrada, nomeadamente aeroportos e portos fluviais e marítimos, bem como nos postos fronteiriços terrestres.