A informação foi transmitida pela diretora-geral adjunta do INS, Eunice Manico, argumentando que o país, que precisa anualmente de 300.000 dadores voluntários, "continua com um stock abaixo daquilo de que necessita".

"Se a OMS - Organização Mundial da Saúde - recomenda que para termos segurança transfusional 1% da população deve dar sangue e nós nesse momento temos apenas 1.000 dadores, o que significa dizer que 30.000 pessoas doam sangue por ano, estamos muito aquém daquelas que são as nossas necessidades", disse.

Em declarações aos jornalistas no final do ato central alusivo ao Dia Mundial do Dador de Sangue, que hoje se assinala, a responsável referiu que Angola continua a precisar de pelo menos "300.000 dadores voluntários/ano", levando em conta que "90% são dadores familiares".

"Ou seja, são eles que vão apoiando os serviços, porque dadores voluntários temos apenas 10% e para chegarmos aos 100% precisamos trabalhar bastante, não conseguimos garantir stock com essa quantidade de sangue", lamentou.

Segundo a diretora-geral adjunta do INS, a situação é preocupante, de tal forma que as ações de mobilização contam com o apoio do Presidente angolano, João Lourenço que "alocou alguma verba ao Ministério no sentido de garantir o regular funcionamento das hemoterapias a nível do país".

"Sangue Saudável para Todos, Faça a sua Parte Dê Sangue" foi o lema das celebrações do Dia Mundial do Dador de Sangue, cujo ato central decorreu, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda.

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