Há um par de anos, a apresentadora e cozinheira britânica Nigella Lawson surpreendeu os seus inúmeros seguidores nas redes sociais ao referir-se às folhas de Pândano (ou Pandanus), árvore exótica de regiões tropicais. Nigella viu nesta espécie uma alternativa ao chá matcha. Nigella errou, contudo, por excesso. É certo que às folhas de Pândano são reconhecidos efeitos benéficos sedativos, no combate à insónia, à ansiedade e mesmo na prevenção da constipação. Difícil, mesmo, é encontrar no mercado a essência de Pândano.

Certo temos que em todas as listagens que elencam os frutos mais estranhos do planeta, o Pândano ocupa lugar cativo. Nos mercados africanos, também asiáticos e da Oceânia, é impossível não reparar num exemplar de Pândano, com os seus gomos secionados, coloridos e extravagantes. Uma espécie de parente exuberante do Abacaxi, aperaltado para animar a festa. Neste caso a fruteira.

Ao Pândano não lhe falta família. Há perto de 450 espécies, diz-nos a botânica, originárias de inúmeras regiões tropicais, desde a costa oeste de África, Madagáscar, Ilhas Mascarenhas e Seicheles, até à Índia, sul da China, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia e Polinésia.

À mesa, os frutos do Pândano, também conhecidos como pinhões-de-Madagáscar, chegam cozinhados. Por seu turno, as folhas são utilizadas como especiaria para condimentar pratos e mesmo como recheio de carnes. Os gomos produzem um néctar suculento, aproveitado para conferir sabor extra a pratos de arroz, de carne e de peixe.

Nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, as populações utilizam as folhas da árvore para fazer saias, tapetes, cestas e mesmo como fio dentário natural. Já na China é conhecida como "planta perfumada", devido ao seu aroma singular e doce.

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