Elisa Gaspar foi empossada no cargo hoje, em Luanda, na sequência das eleições da última semana, que venceu com 45,5% dos votos, tendo reconhecido que o mandato, de três anos, é curto para resolver todas as inquietações da classe. Ainda assim, garantiu que pretende priorizar as "questões sociais".

"As bases estão avançadas para este mandato. Vamos tentar principalmente resolver algumas questões sociais, que é o que mais aflige a classe, para depois pegarmos noutros assuntos", afirmou.

Em declarações à Lusa, no final da cerimónia em que foi empossada, a médica pediatra-neonatologista, de 55 anos, apontou a implementação de uma Casa do Médico e de um fundo social da classe como uma das prioridades do seu mandato.

"Teremos de implementar o fundo social, a casa do médico, as comissões de especialidades e o conselho de honra que, julgamos, vai ajudar muito na resolução de alguns problemas e outros que temos", realçou.

A médica venceu as eleições em 15 das 18 províncias angolanas, somando 45,5% dos votos, batendo na concorrência os outros três candidatos, numa votação marcado por uma abstenção de mais de 70%.

"Unidos Vamos Pôr Ordem na Ordem" foi o lema da campanha da quinta líder da Ordem dos Médicos de Angola, que substitui Carlos Pinto de Sousa, que dirigiu a organização durante 11 anos.

Questionada se o lema da campanha simbolizou a desunião da classe médica angolana, Elisa Gaspar referiu que o nível de abstenção é sintomático disso mesmo, garantindo que pretende "unir uma classe que esteve desencantada" com a última liderança.

"Acho que alguma coisa não está bem. Daí termos de nos unir, porque acredito que as pessoas estavam desencantadas com o mandato de 11 anos do anterior bastonário. Mas temos de caminhar", concluiu.

A nova bastonária da Ordem dos Médicos de Angola trabalha na maternidade Lucrécia Paim, em Luanda, maior do país, e está ligada ao projeto de abertura do Banco de Leite Humano em Angola.

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