A descoberta pode abrir a porta para futuras intervenções no retinoblastoma, um tumor da retina que ocorre normalmente antes dos 4 anos de idade.

A investigação, publicada na revista PNAS, conseguiu identificar a fase do desenvolvimento da retina humana quando células específicas, conhecidas como cone, se podem tornar cancerígenas.

"Entender esta fase de desenvolvimento e o acontece de errado pode-nos ajudar a encontrar novas maneiras de intervir e, eventualmente, evitar o retinoblastoma", disseram os especialistas.

Embora raro, o retinoblastoma é o tumor ocular maligno mais em crianças e pode levar à perda de visão.

O Hospital Infantil de Los Angeles é considerado o líder mundial na pesquisa e tratamento da doença, que pode ser fatal se não diagnosticada precocemente.

Num estudo anterior, datado de 2014, os investigadores identificaram as células cone como as células de origem do retinoblastoma. Estas células, que se encontram na retina, são responsáveis pela visão a cores.

Na sequência desse estudo, a equipa de investigadores descobriu que, num ponto específico da sua maturação, as células cone podem entrar no ciclo celular, uma série de eventos que levam à sua divisão. As células começam a proliferar e a formar lesões pré-malignas que podem desenvolver-se em massas de rápido crescimento.

As células cone em maturação entram no ciclo celular em resposta à inativação do gene supressor de tumor RB1 e à perda da proteína RB funcional, que regula o crescimento celular e impede a divisão destas células.

"Nós suspeitamos que as células cone maturadas estão conectadas de uma forma que faz com que elas se tornem células cancerígenas em resposta à perda da proteína RB", explicaram os especialistas.

Noutra fase da investigação, os investigadores compararam o processo de desenvolvimento do olho humano a um modelo tradicional de rato. Esta etapa descobriu que a proliferação específica do estágio de desenvolvimento e a formação de retinoblastoma ocorreram em células cone deficientes em RB, mas não nas células de ratos.

Os modelos animais não conseguiram reproduzir as caraterísticas genéticas, celulares e de desenvolvimento das células retinianas humanas. Esta descoberta questiona a precisão de certos modelos de retinoblastoma animal.

O retinoblastoma foi um dos primeiros tumores a ter a sua causa genética identificada.

Fonte: PIPOP

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