Não afeta a memória

A ideia de que comer queijo afeta a memória é uma crença popular cristalizada no tempo e na história. A origem da expressão portuguesa "andas a comer muito queijo" pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de laticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória. Sabe-se hoje, através dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Ou seja, comer queijo até pode estimular o seu cérebro.

É uma colónia de bactérias

Acredite ou não, alguns queijos são fruto de um trabalho árduo desempenhado por milhões de bactérias e fungos. É o caso do famoso Blue Cheese, do qual o queijo gorgonzola é uma das variantes. São as bactérias, os microorganismos presentes no leite, que ajudam a transformar a lactose em ácido lático. A acidificação do leite é um processo de fermentação que decorre na ausência de oxigénio. O principal açúcar do leite é a lactose, que é convertido em ácido láctico através da fermentação bacteriana, aumentando a sua acidez e dando-lhe consistência.

Acelera o metabolismo

Um estudo publicado no "Journal of Agricultural and Food Chemistry" comparou amostras urinárias e fecais de pessoas cujas dietas eram ricas em queijo ou leite com as de pessoas que não consumiam laticínios. Os indivíduos que consumiam queijo tinham níveis mais elevados de butirato (ácido gordo produzido pelas bactérias do estômago) nas fezes. Estes níveis de butirato estão associados a uma significativa diminuição dos níveis do colesterol mau (LDL). Apesar de ainda não ser claro como o butirato atua na perda de peso, alguns estudos em animais mostram que este ácido gordo melhora a sensibilidade à insulina, aumenta o gasto de energia, acelera o metabolismo e reduz o stress oxidativo da inflamação, explica o autor do estudo, Morten R. Clausen.

Combate o cancro e aumenta a longevidade

Uma experiência em laboratório conduzida por cientistas da Universidade do Texas A&M mostrou que o consumo de espermidina, um composto encontrado em alguns tipos de queijo, aumentou em 25% a longevidade de ratos e diminuiu a incidência de cancro e fibrose hepática.

Vicia

Estudos sugerem que a caseína, uma proteína encontrada nos produtos lácteos, especialmente no queijo, liberta casomorfinas que emitem um sinal de conforto para o cérebro. Se comer muito queijo, pode ficar habituado ao prazer do sabor salgado ou associar esse hábito a determinadas alturas prazerosas do dia. A investigação coordenada pela Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, chegou a essa conclusão após analisar dados recolhidos através de um inquérito feito a 500 estudantes.

Intolerantes à lactose podem comer alguns tipos de queijo

Alguns produtos lácteos e alguns queijos não têm lactose. Uma excelente opção para os intolerantes a este dissacarídeo é o queijo flamengo que não contém lactose, o que confere uma alternativa saborosa, prática e nutritiva. O queijo flamengo é um alimento rico em cálcio e proteínas, revela a nutricionista Maria Paes de Vasconcelos.

Aumenta a hipertensão

O sódio e colesterol são dois elementos considerados prejudiciais para a hipertensão e os hipertensos são aconselhados a evitar comer queijo, porque a maioria destes laticínios aumentam os níveis de LDL no sangue. O teor de gordura do queijo depende muito da qualidade do leite, se tem muita gordura ou não. Em geral, os queijos ricos em gordura são mais populares, por terem um sabor mais forte. No entanto, existem queijos magros que podem ser consumidos com menor risco para a saúde.

Aumenta o peso

Apesar de acelerar o metabolismo, o queijo gordo também é um alimento excelente para ganhar peso. É rico em proteínas, gorduras, cálcio, vitaminas e minerais. As proteínas são essenciais para o crescimento dos músculos e as gorduras fornecem energia ao organismo.

Provoca diabetes e doença cardiovascular

De acordo com a organização não-governamental Physician’s Committee for Responsible Medicine, um quarto de pizza de queijo com um diâmetro de 30 cm contém aproximadamente 13 gramas de gorduras, incluindo seis gramas de gorduras saturadas e 27 miligramas de colesterol. Já para não falar nas calorias. De facto, comer demasiado queijo - assim como pizza - pode contribuir para os fatores de risco da diabetes e da doença cardiovascular.

Combate a osteoporose

A osteoporose é uma doença causada pela deficiência de cálcio nos ossos, devido à sua não absorção, resultando na diminuição da densidade mineral óssea. É bastante frequente em mulheres na menopausa, idosos e crianças que sofrem de desnutrição. A doença pode ser prevenida com uma alimentação equilibrada. Segundo um estudo da Universidade de Florença, em Itália, conduzido por Barbara Pampaloni, os produtos lácteos, ao fornecer cálcio e proteínas, representam uma fonte ideal de nutrientes para a saúde óssea. O estudo frisa que manter uma alimentação equilibrada e rica em laticínios reduz o risco da doença em 50%.

Os ratos não gostam de queijo

É um mito quase pré-histórico. Um estudo de 2006 não só desfez a ideia como salienta que os ratos evitam o queijo. De acordo com o investigador David Holmes, da Universidade Metropolitana de Manchester, os ratos têm narizes sensíveis levando-os a evitar determinados odores. De acordo com o cientistas, estes animais preferem grãos de cereais, restos de fruta e de comida humana.

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