A edição do AFW ’15 contou com uma temática tipicamente nacional, o “imbondeiro”. Segundo Hadjalmar El Vain, uma das figuras envolvidas na produção, a ideia surgiu “de nós ano após ano fazermos um esforço de irmos a busca das nossas raízes. Nós queremos que o AFW traduza Angola para as pessoas que nos estejam a assistir e apoiar este grande espectáculo, principalmente a nível internacional Dessa forma as pessoas percebem que em Angola já se faz moda de verdade e que nós temos características únicas e raízes muito próprias”, explica.
O evento recebeu uma presença forte de fazedores de moda a nível internacional. O mesmo revela o segredo no sucesso do intercâmbio profissional: “O Angola Fashion Week já tem uma exposição mediática muito grande nos outros países, como África do Sul, Portugal, Moçambique, Brasil e por aí afora, pelo facto de nós querermos sempre que essas pessoas percebam o que realmente significa estar na moda e fazer moda em Angola”.
Hadjalmar acredita que a ideia de mostrar as raízes, características e até a identidade nacional é a melhor maneira de se obter o interesse e o merecido suporte internacional.
Já o organizador do evento Edson Morais, afirma que as expectativas foram alcançadas: “Acredito que toda a ideia do trabalho foi bem recebida pelo público. Obviamente que o objectivo era muito difícil, mas acredito que está todo mundo satisfeito com a festa que viu, com o evento que assistiu.”
Segundo o mesmo, o objectivo agora é pensar no próximo projecto, o AFW ’16 com a temática da Palanca Negra gigante: “Todos os nossos eventos terão uma temática nacional, pois a moda também é o cartão postal de um país. Queremos sempre melhorar, mas um dos pontos é não esquecer a nossa identidade”, afirma.
Uma das novidades desta edição foram as propostas de novos estilistas, como é o caso de Juddy da Conceição, que apresentou o seu trabalho pela primeira vez e foi bem recebida pelo público. A estilista Cleópatra também estreou-se nesta edição e surpreendeu com as suas propostas irreverentes.
A marca de fatos-de-banho Rosa Chá foi convidada pela primeira vez a mostrar o seu trabalho no AFW. Para quem gosta de roupa de praia a surpresa foi bem recebida, a marca bastante conceituada levou o que o Brasil tem de melhor em acessórios de verão.
Taibo Bakar, estilista que já esteve em Angola foi uma das presenças fortes nesta edição. É um nome incontornável da moda africana, o melhor de Moçambique e um dos melhores de África.
O AFW já é considerado como o maior evento de moda em África a nível de investimentos e um dos cinco melhores em África de modo geral. Já existe algum “barulho” e respeito a nível internacional com o trabalho que tem sido feito no que toca à produção de moda.
Ianick Fernandes e Vita Monteiro
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