1. Furla

Depois de no início do ano ter lançado um novo monograma desenhado exclusivamente para carteiras e acessórios, a Furla volta a inovar. Desta vez apostou na renovação do seu logotipo criado como forma de homenagear a identidade, história e herança da marca italiana.

Uma das alterações mais visíveis é o novo tipo de letra - sans serif - que, de acordo com o comunicado oficial da marca, "é um tributo contemporâneo ao modernismo" e "um link direto para o mundo do design e da arte, que simboliza o ADN de Furla e da Fundazione Furla."

Furla está de cara lavada. Marca lança novo logotipo

Lançado em agosto, o objetivo é que, gradualmente, o novo logotipo substitua o antigo.

Tal como adianta a marca, "este reforça a celebração da história da Furla e do espírito italiano" e dos seus valores, que assentam em seis pilares: "beleza, harmonia, habilidade, elegância sofisticada, bem como design inovador e pesquisa".

Recorde-se que a Furla foi fundada em 1927 por Aldo Fulanetto na cidade de Bolonha. Com 92 anos de história, a marca destaca-se pela qualidade e criatividade dos seus produtos, que incluem malas, sapatos e acessórios.

2. Yves Saint Laurent

Em 2012, Hedi Slimane chocou o mundo da moda ao anunciar que a marca Yves Saint Laurent iria deixar cair o Yves e passar a chamar-se Saint Laurent Paris.

A mudança aconteceu após o estilista ter voltado, pela segunda vez, para a maison YSL, sendo que em 2012 foi nomeado diretor criativo. A ideia para este rebranding - que não foi bem recebida e compreendida pelos fãs da marca - partiu da coleção ready-to-wear lançada por Yves Saint Laurent, em 1966, e batizada na altura de "Saint Laurent Rive Gauche".

“É interessante ver a reação que este ‘branding retro’ criou. Claramente que este período da história da maison não era conhecido, o que julgo ter sido uma surpresa para o Pierre Bergé”, disse, em 2012, em entrevista à revista Vanity Fair sobre esta mudança que, apesar de tudo, continuou a fazer uso do famoso logo YSL.

Na altura da polémica, Pierre Bergé, co-fundador da maison Yves Saint Laurent e companheiro do falecido estilista, mostrou-se feliz com a mudança que, em entrevista à Elle, disse “não ser um nome novo” mas sim “um regresso ao ADN da marca”.

Como recorda a revista CR Fashion Book, a indignação foi tão grande que a loja francesa Colette, que fechou portas em 2017, chegou a comercializar “parody t-shirts onde se podia ler ‘Ain't Laurent Without Yves’ (Não existe Laurent sem Yves)”.

3. Burberry

Há precisamente um ano a Burberry anunciou nas redes sociais que ia ser alvo de um rebranding. Na altura, a mudança foi comentada em meios especializados e alvo de críticas por parte dos fãs que mostraram o seu descontentamento perante as primeiras imagens divulgadas online.

A ideia partiu do recém-chegado diretor criativo da marca, Riccardo Tisci, que por sua vez escolheu o designer gráfico Peter Saville para criar um novo logotipo e monograma. Apesar de não ter substituído o famoso padrão axadrezado da marca, laranja, branco e beige foram as cores escolhidas para o novo padrão idealizado com as letras TB entrelaçadas, numa clara homenagem ao fundador Thomas Burberry.

Para o logo, Tisci e Saville foram buscar inspiração a um logotipo antigo da marca e a um monograma do fundador.

Recorde-se que esta foi a segunda vez que o visual da marca foi alvo de alterações. A primeira aconteceu em 1999 quando a marca passou de Burberry´s para Burberry, acontecendo assim a primeira mudança de logo.

4. Celine

Depois de ter revolucionado a Yves Saint Laurent, Hedi Slimane voltou a fazer das suas após ser escolhido como o novo diretor artístico da Celine.

Em setembro de 2018 a marca francesa revelou o seu novo logotipo nas redes sociais: para além de ter perdido o acento, o nome da maison viu a sua tipografia alterada.

"O novo logo foi inspirado na versão original e histórica que existia nos anos 1960", começa por explicar a marca na sua conta oficial de Instagram que, quando do anúncio, decidiu eliminar todas as suas publicações e vestígios do trabalho desenvolvido pela antecessora, Phoebe Phillo.

“O acento no E foi removido para permitir uma proporção mais minimalista e equilibrada, evocando as coleções da Celine da década de 1960 onde o acento não era usado com frequência.”

Em 2018, antes do seu primeiro desfile para a marca e naquela que foi a sua primeira entrevista após a nomeação, o estilista disse que a mudança "nunca foi uma forma de marcar território" mas sim uma forma de incorporar "elementos linguísticos que tivessem raiz na história original da maison, na sua fundação".

"As reações aos logos são sempre muito emocionais, e hoje em dia são amplificadas pelo efeito viral das redes sociais. É normal. E tudo isto foi antecipado. Mas tinha de ser feito. As grandes maisons estão vivas. Devem evoluir e descobrir a essência daquilo que realmente são - tudo mas nunca indiferentes", referiu ao jornal francês Le Figaro.

5. Balmain

“Contemporâneo”, “clean” e “ousado”. Foi assim que Olivier Rousteing descreveu o novo logotipo da Balmain Paris criado em parceria com a equipa de design do atelier Adulte Adulte.

Numa carta dirigida à imprensa, em 2018, e citada pela revista Vogue, a mudança deveu-se ao facto de a “Balmain ser uma marca em grande crescimento e que depende dos novos media para comunicar para uma audiência global”.

Para além do tradicional B, a marca decidiu homenagear o fundador da empresa, Pierre Balmain, ao incorporar, subtilmente, a letra P, no novo logotipo revelado publicamente em dezembro de 2018 durante a apresentação da coleção pre-fall 2019.

Mas a mudança não foi bem recebida por todos. Depressa a marca viu-se em maus lençóis devido às semelhanças com o logo de outra empresa de moda: a marca italiana Laura Biagiotti.

De acordo com o site Women's Wear Daily (WWD) o assunto “foi resolvido de forma amigável” entre as duas marca em junho passado. A solução? “A Balmain vai apresentar uma nova versão do seu monograma na coleção primavera 2020”, adiantou o site.

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