A violência policial nos EUA, que voltou a estar em destaque na atualidade informativa depois da morte do cidadão negro George Floyd, em Minneapolis, no Minnesota, pelo polícia Derek Chauvin, por ter alegadamente feito um pagamento com uma nota falsa, inspirou o novo single de Alicia Keys. O irónico "Perfect way to die" recupera também a história trágica de Mike Brown, falecido no seguimento de um episódio semelhante, bem como a de Sandra Bland, que se suicidou na prisão.

A afro-americana de 28 anos enforcou-se no estabelecimento prisional de Waller County, no Texas, três dias depois de ter sido detida por um delito menor, a violação de uma regra de trânsito que daria origem a uma discussão pública. "Senti-me impelida a compôr esta canção, de uma forma que nunca me tinha acontecido antes. Deixei-me ir e foi assim que cheguei a ela", desabafou a intérprete de "Girl on fire" e "Girlfriend" e "No one" nas redes sociais. "O título é muito forte e devastador", considera.

"Estamos todos de rastos com estas mortes injustas. É claro que não existe nenhuma maneira perfeita de morrer. Esta expressão não tem qualquer sentido, assim como não faz qualquer sentido que hajam tantas vidas inocentes que tenham terminado por causa da cultura violenta das forças policiais. Espero que, um dia, esta canção perca a atualidade", confidencia Alicia Keys, que em 2008 foi acusada de racismo. "Todos os que me conhecem sabem que não o sou", defendeu-se, na altura, a artista.

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