De acordo com a especialista, que abordava a questão relativa à fuga à paternidade numa palestra realizada pelo Instituto Angolano da Juventude, a perda de valores morais tem levado muitos pais a tomarem decisões irresponsáveis, influenciando negativamente no desenvolvimento da criança.

Frisou que a falta de um membro da família, particularmente o pai, causa à criança um desvio de conduta, criando um sentimento de rejeição por todos que a rodeiam.

Acrescentou que também provoca traumas e reduz a auto-estima em tudo que faz, deixando-a vulnerável a diversas situações.

Para si, o pai tem um papel preponderante na vida da criança, servindo como exemplo, apelando maior responsabilidade aos mesmos.

“São necessárias grandes campanhas, trabalhar mais com as famílias, para que possamos devolver aqueles valores que hoje estão em crise, porque se a nossa base de valores for bem segmentada, situações dessa natureza já não teremos” salientou.

Segundo a psicóloga, a infância determina toda vida do ser humano, por isso, deve ser bem instruída e encaminhada pelos cônjuges.

Por sua vez, o jurista Patrício Mambo defende que uma criança que convive com tal situação (fuga à paternidade) está propensa a tornar-se num indivíduo em conflito com lei.

Frisou que juridicamente uma das sanções da fuga à paternidade é a inibição da prática de poderes que integram a autoridade paternal.