O alegado infractor é funcionário do Estabelecimento Prisional do Peu Peu, que após abandonar a mãe das crianças albinas constituiu outra família.

Face a esta situação, a denunciante, Delfina Chimuco, disse estar a encontrar várias dificuldades para cuidar das crianças, que para além dos problemas causados pelas superstições, as mesmas carecem de assistência médica e medicamentosa, alimentação, vestuário, entre outros.

Solicita apoio das pessoas de boa-fé, no sentido de ajudarem na aquisição de produtos dermatálgicos, para cuidar da pele e para consultas de oftalmologia, a fim de facilitar o processo de ensino e aprendizagem.

Fez saber que devido ao sol intenso na região, as crianças encontram-se com queimaduras e com problemas de visão, realçando que os albinos são crianças que requerem cuidados especiais para o seu desenvolvimento harmonioso.

“Ser mãe de 10 crianças é normal para uma mulher africana, mas o albino tem características que exigem muitos cuidados especiais e sem emprego não consigo resolver os problemas” enfatizou.

Contactado pela à Angop, o sociólogo Hermínia Remaculo reprovou a atitude demonstrada pelo pai, realçando a necessidade de uma maior consciecialização das pessoas, na qual os albinos são perfeitamente normais e que apenas precisam de ter alguns cuidados especiais com a pele e a visão.

Apesar de poucos relatos de actos de discriminação por parte de albinos angolanos, como em outros países africanos, a socióloga apontou as crenças culturais, desagregação familiar, a perda de valores morais, de amor ao próximo como factores principais de actos de género.