A revelação foi feita hoje, quarta-feira, à Angop, na capital da Huíla, pela directora-geral da unidade, Irina Jacinto, referindo que a instiuição está a apostar em desenvolver “um serviço capaz em ginecologia, já que a atenção hoje está mais voltada à obstetrícia”.

No cargo desde Julho de 2019, a médica-cirurgiã oncológica reforçou que o trabalho da maternidade tem o foco nessas duas componentes, mas tem havido muito mais ênfase para a obstetrícia, daí a necessidade da reformulação do seu programa de trabalho.

“Estamos a trabalhar na instalação de um ambulatório de ginecologia de especialidade, que terá uma componente de infertilidade, outro de endometreose, um de consulta de rastreio do câncer da mama e do colo do útero e um de climatério para mulheres no pós-menopausa”, ressaltou a fonte.

O processo de implementação, disse, já está curso, pelo que já são feitos rastreios ao cancro da mama e cólo do útero.

Para essas valências, avançou a médica, já dispõem de espaço físico e estão agora a potencializar o laboratório interno, tendo sido feito contactos com empresas, para municiá-lo de capacidade de examinar doenças mais frequentes nas mulheres, como a infertilidade, a endometreose, cancros da mama e colo do útero.

A maternidade está igualmente, segundo a entrevistada, a reformular o seu programa de formação “in job” e a sua funcionalidade, colocando os médicos assistentes nessas novas áreas de especialidade já citadas, a fim de tutelarem os medicos em formação.

“Apesar de não ser um curso de especialidade na maternidade, os médicos estão a agregar valor a sua capacitação, ajudando o hospital a evoluir para um internato de especialidade na área de enfermagem e laboratório, no sentido de formarmos enfermeiros voltados aos cuidados materno-infantis, como forma de sub-especialidade”, frisou.

Adiantou que se está também a ser melhorada a estrutura e a rever os curículos, recebendo estágiários, pelo que se está apostado na prestação de um serviço de maternidade a partir da definição de um perfil dos quadros técnicos.

A maternidade, alojada numa estrutura emprestada pelo Hospital Agostinho Neto, em função das obras no seu edifício, realiza uma média de 64 partos e tem uma capacidade de 210 camas. Conta com 37 médicos.

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