Segundo a especialista, a pré-eclampsia, termo técnico que significa ”hipertensão“ continua a ser a segunda causa de morte em Angola, sendo a primeira as hemorragias da gravidez e do parto.

Segundo a directora, a hipertensão arterial durante a gravidez tem consequências nefastas para a mãe e para o feto, por isso, a sua prevenção e diagnóstico precoce é crucial.

A médica considerou a estatística como bastante elevado, por isso é necessário continuar a se tomar medidas, por forma a melhorar a assistência pré-natal e o atendimento nas unidades hospitalares quando as pacientes chegam.

De acordo com a médica, a pré-eclampsia é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do par.

“Esta patologia tem nos preocupado bastante, porque é possível a prevenção e o diagnóstico atempado para diminuir esta patologia, quer materna quer fetal, porque é um dos factores de risco, a hipertensão evolui para complicações a que se chama de pré-eclampsia e eclampsia”, frisou.

Para isso, salientou, é necessário que o tratamento seja precoce antes das 16 semanas e nas pacientes de risco para esta patologia deve-se fazer consultas mais frequentes e cumprir as orientações dos profissionais, pois essas mulheres para além de ter maior frequência de consultas, elas devem ter uma alimentação saudável com restrição do sódio, e tomar os medicamentos.

Para si, proteger a mulher significa a protecção de uma família e consequentemente envolve a maternidade e toda a sociedade.