A observação é do sociólogo Memória Ekulika, quando falava hoje, quinta-feira, no Huambo, sobre “A protecção social das crianças desfavorecidas ao longo dos tempos no contexto angolano, em particular do Huambo”, inserido no 1º Fórum provincial sobre Cuidados Alternativos, que decorreu sob lema “Toda criança merece uma família”.

Na província do Huambo, de acordo com o Gabinete da Acção Social, Família e Igualdade do Género, foram registados, de Janeiro a Novembro, 485 casos de abandono do lar por parte de crianças, muitos motivados pelo difícil relacionamento entre padrasto ou madrastas com os filhos resultantes de uniões anteriores, para além de 167 agressões psicológicas.

Olhando para esta realidade, o sociólogo referiu que o maior problema consiste nas informações que às crianças, sem capacidade de interpretação e análise, recebem da sociedade, de que os padrastos ou madrastas ão pessoas maldosas e que não estão interessadas no seu sucesso.

“Temos verificado madrastas ou padrastos a desconfiarem dos enteados (vice-versa), acusando-se de práticas de feitiçaria, roubo e outras atitudes socialmente reprováveis como violações, agressões físicas e psicológicas, que, por sua vez, condicionam a construção da personalidade da criança”, acrescentou.

Para Memória Ekulika, é necessário que às famílias, de forma geral a sociedade, estejam mais unidas em torno da promoção e resgate dos valores morais, cívicos e culturais, de modo a se cultivar princípios que valorizem à vida.

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