Como o corpo das crianças é mais vulnerável ao frio e as suas defesas ainda não estão fortalecidas, é necessário que os pais protejam as crianças no inverno, principalmente os bebés, nos dias de maior frio. É nestes dias que as famílias estão mais concentradas em casa propiciando uma maior proximidade entre as pessoas e como tal a transmissão de gotículas respiratórias, potencialmente infetantes, entre as vias aéreas de cada pessoa.

"Se não for possível permanecer em casa, as crianças que se desloquem ao exterior devem usar várias camadas de roupa adequada, luvas, gorros, meias quentes e cachecois de modo a proteger as extremidades do corpo, mesmo que não tenham frio", refere o pediatra José Manuel Aparício. "Ao regressar a casa devem retirar o excesso de roupa para manter a temperatura do corpo estável e quente", acrescenta.

"Os sintomas gripais e as infeções respiratórias nas crianças, nesta altura do ano, são as principais razões para o aumento da ida às urgências hospitalares, no entanto, a maioria das situações não são graves e são possíveis de resolver com medicação adequada prescrita pelo médico", advertiu publicamente o especialista, na condição de responsável do serviço de atendimento urgente pediátrico do Hospital Lusíadas Porto.

"É preciso também um cuidado redobrado com a utilização de lareiras ou equipamentos a gás", alerta o pediatra. "No interior das casas, [é preciso] verificar se existe uma correta ventilação nas diferentes divisões, evitando a acumulação de gases nocivos, nomeadamente de monóxido de carbono, à saúde dos mais pequenos e dos seus familiares", referiu ainda o médico em comunicado, em jeito de recomendação.

Muitos especialistas, nacionais e internacionais, aconselham ainda que as crianças ingiram bebidas e alimentos quentes com maior frequência do que o habitual noutras épocas, para manter a temperatura corporal e garantir a hidratação do organismo. Os pais e os cuidadores devem ainda recorrer à utilização de cremes hidratantes para o rosto e mãos "de forma a evitar a desidratação cutânea", defende ainda o pediatra José Manuel Aparício.

 

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