Na pastelaria "O Café de Paris", no centro da cidade, a partir das 6:00 começam a chegar os primeiros pedidos de bolo-rei. Nesta pastelaria do bairro Alvalade, o bolo-rei custa 6.000 kwanzas (30 euros) por quilograma, preços que o proprietário, Amândio Filomeno de Matos, considera acessíveis à realidade angolana.

"Nós adquirimos produtos nacionais e o que acontece é que quando a matéria-prima está cara nós subimos", explica.

Acrescenta que em época de Natal, as encomendas, sobretudo do bolo-rei, disparam, obrigando a mais trabalho de volta das fornadas, cenário que se deve manter durante toda esta semana.

"Temos bastantes encomendas, há mais de uma semana. O bolo-rei é um bolo específico por uma certa época e tudo o que fazemos, vendemos em quantidades relativas, o nosso ‘stock' nunca falhou porque sabemos fazer contas e temos a quantidade para responder à procura", assegura.

Quem também teve que se adaptar ao período natalício foi a rede de pastelaria "Vanan", como conta à Lusa a diretora comercial, Mónica Sampaio, que fala mesmo em antecipação da produção para responder à procura.

"Em função do elevado número de encomendas nesta época do Natal, nós já nos antecipamos, somos referência em termos de produtos natalícios, então já antecipamos para atender os clientes da melhor forma possível", disse.

Por aqui, o bolo-rei é vendido, a poucos dias do Natal, a 2.800 kwanzas (14 euros) cada quilograma, explica. Tudo porque, acrescenta Mónica Sampaio, a quadra festiva pede doces à mesa.

Ponto obrigatório dos doces em Luanda, a tradicional pastelaria "Nilo" também regista já um pico de encomendas de bolos de Natal, segundo a funcionária Gizela Paulo.

"A procura dos doces já começou, mas não como nos anos anteriores. Temos uma relativa redução em termos de procura. Os bolos de aniversário e o bolo-rei continuam a ser os doces mais procurados", diz.

Por aqui, o bolo-rei custa 2.500 kwanzas (12,50 euros), e em anos anteriores chegavam a sair 500 unidades no pico do Natal.

"Talvez devido à situação económica que vivemos as coisas tenham reduzido", considera.