Diz quem sabe que uma relação entre duas pessoas se faz de amor, de respeito, de desejo e também de uma pitada de ciúmes. Na medida certa, os ciúmes condimentam a vida conjugal e avivam sentimentos.

Mas atenção, não ultrapasse os limites do razoável. E, então, se a um excesso de ciúmes juntar uma comunicação deficiente, discussões constantes e dificuldade em partilhar erros e glórias então tem reunidas as condições ideais para armadilhar letalmente a sua relação. Esta é uma hipótese que você nem quer colocar, pois não?

Comunicação

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Sabe, certamente, que um dos castigos mais cruéis da humanidade consiste em condenar um indivíduo ao isolamento.

Ora se esta situação lhe fizer lembrar a sua relação amorosa, tem um problema. O uso deficiente da comunicação é um dos erros cada vez mais frequentemente cometidos pelos casais. Duas pessoas em conflito não são, seguramente, bons comunicadores.

A verdade é que os dois podem até falar muito, mas sem transmitir nada de importante ou, pior ainda, utilizando as palavras para se agredirem mutuamente. Lembre-se que a comunicação é-nos inata e, portanto, surge com alguma naturalidade.

Mas, isso não significa que deixe de estar atenta à forma como comunica com o seu parceiro.

Luz verde

Comunicar bem não significa ser muito faladora, mas sim saber criar um canal através do qual se passam as mensagens necessárias para a outra pessoa. Significa também ter a capacidade de captar exactamente o que o seu companheiro pensa e utilizar esse intercâmbio comunicativo como um instrumento positivo.

A manifestação amorosa ocorre sempre de duas formas: através do que se faz e do que se diz. A comunicação é uma excelente forma de demonstrar o amor que se sente em relação ao outro.

Na verdade, a atitude de um provoca um efeito semelhante no outro, logo, opte por uma comunicação mais próxima, mais afectiva, e receberá do outro lado semelhante tratamento.

Veja na página seguinte: Como lidar com o ciúme

Ciúme

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O seu companheiro chega a casa. Espera que ele entre no banho e, então, corre para o quarto e revista toda a sua roupa. Não sabe bem o que procura, sente-se culpada por desconfiar, mas não encontra nada que suporte essa desconfiança. Ainda assim não consegue parar.

A isto chama-se ciúme... exacerbado. Um sentimento que rói por dentro como uma voz interior que nos diz «não acredites nele». Os ciúmes exagerados alteram por completo o bem estar, desequilibram e cegam.

Quando começam a ser exagerados, quando se tem um sentimento de posse total sobre a pessoa amada, podem levar mesmo à prática de actos negativos, destrutivos, por vezes, no limite, até fatais.

Neste caso, falamos de ciúmes patológicos que não são mais do que uma obsessão em que se confunde amor com a posse. A pessoa ciumenta sente uma dupla ameaça: a sua relação está em perigo e a sua auto-estima também.

Luz verde

Os ciúmes são experimentados pelo ser humano desde a infância e, quando bem geridos, podem ser encarados como algo natural e até (quem diria!) útil. Em última análise, o ciúme alerta para o perigo de se perder a pessoa amada, levando-nos a tomar medidas para alterar algo que possa estar mal na relação.

Uma pessoa que se sente querida pelo companheiro, raramente vivencia ciúmes doentios porque, em última análise, é alguém que se sente bem consigo mesma. Quando este cenário muda e a pessoa começa a duvidar da sua capacidade de ser amada e de ser alvo de interesse do outro, entra num ciclo perigoso.

Regras-base

Ninguém ganha no jogo das comparações.

Os pormenores, no dia-a-dia, têm muita importância.

É essencial valorizar a amizade num relacionamento.

A vida a dois não é fácil, ainda que pareça.

Devemos evitar as discussões quando estamos irritados.

A igualdade é um dos pilares das relações saudáveis.

Ser capaz de partilhar o elogio e de aceitar parte da culpa é fulcral.

Temos de impor limites a nós próprios em relação ao ciúme.

Veja na página seguinte: Como lidar com as discussões

Discussão

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Ontem discutiram por causa da desarrumação na casa de banho. No fim-de-semana, a discussão teve a ver com o atraso na chegada ao jantar de aniversário de um amigo.

Hoje discutem por causa de um problema que trouxeram do trabalho. As discussões já fazem parte do quotidiano do casal, mesmo que nenhum dos dois se aperceba disso. E a relação vai-se deteriorando.

São muitos os casais que dizem que se dão bem até irromper uma discussão entre eles. A verdade é que a relação pode correr sobre rodas, mas quando existem desacordos profundos então a situação tende a sair fora de controlo.

Luz verde

Para evitar uma escalada no tom das discussões, deve aprender a ouvir o outro mas também a saber transmitir as suas ideias. Desde logo, é importante que fale dos assuntos mais complicados apenas quando se sentir próxima do seu companheiro e nunca quando se sentir irritada. Desta forma, evita que ele adopte uma postura defensiva e garante uma resposta mais satisfatória da parte dele.

Habitue-se também a falar sobre coisas que lhe agradam e não apenas sobre as que a incomodam. Inclua um comentário sobre as qualidades do seu companheiro quando lhe chama a atenção para algo. A troca de ideias não deverá durar mais de 15 a 20 minutos, aproveitando ainda para não fugir à questão principal e não abrir feridas antigas.

Esta é, provavelmente, uma das ideias mais difíceis de seguir mas também das mais importantes. Quase todos nós quando começamos a falar sobre algo que nos incomoda, temos tendência a relacioná-lo com o passado, mas isso acaba por enfraquecer o poder e a eficácia do que se está a dizer.

Finalmente, aprenda a escutar o seu companheiro e tenha muito cuidado com o que diz: as palavras que magoam já não podem ser retiradas.

Veja na página seguinte: O que fazer para não perder a sua identidade pessoal

Identidade pessoal

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Se acredita que o facto de se anular é determinante para agradar ao seu parceiro, que a sua existência deve girar em torno da vida dele ou que deve deixar de ser quem é para tornar o seu companheiro mais feliz, então está a seguir um caminho errado.

Um relacionamento amoroso de sucesso exige igualdade entre os dois elementos do casal. Se assim não for, a longo prazo, a relação acaba por ceder graças ao peso do desequilíbrio.

Luz verde

Nenhum dos elementos do casal pode ser mais importante do que o outro, nenhum deve estar mais envolvido ou ser mais dedicado. Os relacionamentos fortes e saudáveis constroem-se sobre noções de equidade, pelo que o respeito pela personalidade e pelos direitos de cada membro do casal é extremamente relevante.

Os sonhos individuais de cada parceiro devem ser apoiados mesmo que sejam totalmente diferentes e não apenas os desejos e ambições de um dos elementos da relação em detrimento dos do outro. Manter o seu sentido de autonomia individual, de independência e de igualdade constitui um factor determinante para o sucesso da sua relação a dois.

Veja na página seguinte: Como aprender a partilhar pode melhorar a sua vida na cama

Partilha

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Intencionalmente (ou nem por isso), todos temos tendência a atribuir a nós próprios os louros quando algo corre bem e a culpar os outros quando algo corre mal.

Temos três vezes mais tendência a enfatizar o nome do parceiro quando uma situação é negativa e o nosso quando estão em causa acontecimentos positivos.

Resultado? Acrescentamos à lista de discussões mais um motivo de conf lito e perdemos uma boa oportunidade de mostrarmos ao nosso parceiro o quanto gostamos dele.

Luz verde

Se divide a sua vida com alguém, saiba que é importante aprender a partilhar o elogio e a aceitar parte da culpa. Desta forma, estará a contribuir para uma relação mais feliz. Torna-se indispensável que assuma plenamente o seu papel nessa relação, aceitando o seu lado bom e mau, mas também aprendendo a elogiar o seu companheiro, a dizer o quanto gosta dele e a sublinhar a falta que ele lhe faz.

Na verdade, não há altura mais importante para demonstrar carinho, apoio e dizer que valorizamos o outro como quando as dificuldades surgem. Não caia na armadilha de pensar que ele já sabe que o ama.
Repita-lhe essa frase muitas vezes.

Sexualidade feliz

Muito do êxito da sua relação depende de um bom relacionamento sexual. É essencial que as necessidades de cada um sejam tidas em conta. O facto de um dos elementos do casal estar profundamente infeliz com esta área da vida conjugal, acabará por ter um impacto negativo na relação.

Esta situação é também passível de conduzir o outro parceiro a pensar que já não é amado, chegando a sentir-se zangado. Neste caso, a postura defensiva é a pior estratégia que se pode adoptar. A solução passa por enfrentar o problema.

Caso o casal perceba que não está a conseguir ultrapassar a situação, deve recorrer a ajuda especializada, o mais rapidamente possível.

Texto:Claudia Marina

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