A chegada da menopausa não tem de afetar a sua sexualidade nem deve fazê-lo. Um estudo francês, levado a cabo por investigadores do Inserm-Ined e divulgado pelo Journal of Sexual Medicine, deitou definitivamente por terra o mito de que, nesta fase da vida, o desejo sexual feminino baixa. A sexóloga Marta Crawford não só concorda como desenvolveu um plano com recomendações que pretende ajudar muitas mulheres na menopausa a sentir mais prazer:

Valorizar o que importa

«O corpo altera-se, há mais rugas, mais barriga, mas não é isso que importa quando se está com outra pessoa», defende Marta Crawford.

Exercitar-se

«Os exercícios de Kegel que trabalham a musculatura pélvica e ajudam à obtenção do orgasmo.  A masturbação, pelo afluxo de sangue à zona pélvica, permite uma oxigenação, ajuda a que a mulher se sinta melhor e as coisas funcionem melhor a dois», refere a sexóloga.

Explorar cada centímetro

«Relações menos genitais (masturbação e sexo oral) são menos exigentes sexualmente e dão tanta satisfação como a penetração. A maior parte  das mulheres tem imenso prazer pela estimulação clitoriana. O corpo da mulher é sensível dos pés à cabeça», afirma a especialista.

Usar e abusar do lubrificante

Para superar as alterações vaginais e a secura, o lubrificante à base de água é o aliado certo. «Pode usar várias vezes durante a relação, verá que aumenta a sensibilidade e o prazer é maior para ambos», sugere Marta Crawford.

Criar condições

O sexo não tem de ser sempre igual. Por isso, adapte-se. «Se lhe doem as costas, experimente num cadeirão ou use um edredão e uma almofada para sustentar a coluna», recomenda a sexóloga.

Agir em equipa 

«Olhe para a relação, tenha um discurso íntimo com o parceiro e adeque para que ambos usufruam com maior satisfação do sexo», diz a especialista.