A diabetes está a arruinar a sua vida sexual? Não desespere! Há gestos preventivos que podem minimizar os impatos da doença na sua vida íntima. Esta patologia, que segundo as estimativas dos profissionais de saúde atinge cerca de 8% da população portuguesa e regista mais de 60.000 novos casos todos os anos, também tem repercussões na intimidade do casal. Para além do risco de infeção ser maior, aumenta a propensão para micoses, prostatites, secura vaginal e disfunção erétil e diminui a libido.

"Num quadro de diabetes, são vários os órgãos afetados pela doença, incluindo os órgãos sexuais. No caso dos homens, os sinais de excitação sexual ocorrem quando existe ereção do pénis. Nas mulheres, a lubrificação da vagina. Estes sinais são enviados pelo cérebro através de nervos para os vasos sanguíneos da região. Assim sendo, a disfunção sexual na diabetes pode ocorrer devido a um quadro de neuropatia diabética", confirma também um artigo publicado no projeto multiplataforma Diabetes 365º.

Segundo esta iniciativa de literacia de saúde que ensina a lidar com esta patologia, "os principais sintomas são o adormecimento nas extremidades, podendo afetar também a região genital e, logo, a ereção masculina e a lubrificação feminina". "Por outro lado, as disfunções sexuais na diabetes, nos dois sexos, também podem ser provocadas por medicação para condições relacionadas com a diabetes, como efeitos secundários de medicamentos para a hipertensão ou de antidepressivos", alerta ainda. O stresse, a ansiedade, a falta de energia e a diminuição da autoestima que a doença por vezes gera são outros dos fatores condicionantes.

"É essencial, nestes casos, o casal manter uma boa comunicação sobre a sua vida sexual, assim como ganhar confiança nos profissionais clínicos e terapêuticos que possam ajudar a resolver estes entraves à qualidade de vida", sugere o Diabetes 365º. "A prescrição de lubrificantes vaginais pode ser de grande utilidade para mulheres que tenham secura vaginal. Existem ainda algumas técnicas que permitem dar resposta ao decréscimo de desejo sexual", referem também os especialistas do projeto.

A mudança de posições e a estimulação durante o ato sexual são duas delas. "Do mesmo modo, uma abordagem da psicologia pode ser útil. Por outro lado, os exercícios de Kegel ajudam a fortalecer o tónus pélvico e a melhorar a resposta sexual", pode ainda ler-se. No caso dos homens, existem fármacos que podem melhorar o fluxo sanguíneo no pénis. Informe-se com o seu médico. Pode também recorrer a aparelhos de vácuo que, por efeito de sucção e um anel na base do pénis, mantêm o pénis ereto.

"A administração de medicamentos vasodilatadores no pénis é outra alternativa", defende o Diabetes 365º, que aponta ainda o recurso a uma prótese peniana como alternativa. A Federação Francesa dos Diabéticos também reconhece o problema e, no seu site, aponta soluções, nomeadamente o recurso a preservativos para diminuir o risco de infeção causado pelas doenças sexualmente transmissíveis, assim como a redução do consumo regular de álcool e de tabaco, outro dos inimigos da diabetes.

Aliar uma alimentação variada e equilibrada à prática continuada de exercício físico é, na opinião deste organismo, outra das formas de minimizar os impactos da diabetes na sua vida sexual, que apela ao imperativo dos diabéticos conseguirem equilibrar os níveis glicémicos. "Por vezes, nos homens, voltarem a apresentar níveis de hemoglobina A1c [também conhecida como hemoglobina glicosilada, glicada ou HbA1c] inferiores a 7% permite-lhes resolver problemas de ereção", afiançam os especialistas.

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