Pessoas preferem cientistas atraentes, mas consideram os feios mais inteligentes

As pessoas procuram, em geral, saber mais sobre o trabalho científico de investigadores fisicamente mais atraentes, mas os seus colegas de trabalho menos bonitos são considerados mais inteligentes, revela um estudo publicado na segunda-feira.
créditos: Pixabay

O artigo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, chama a atenção para a propensão humana de julgar as pessoas pela aparência, principalmente no campo científico, numa era permeada por vídeos em plataformas online e TED talks.

"Parece-me que as pessoas usam a aparência como critério para a busca de informação quando selecionam ou julgam as notícias", disse o autor Will Skylark, do Departamento de Psicologia da Universidade de Cambridge. "Ainda não é claro se isso influencia a divulgação e aceitação das ideias científicas", acrescentou.

Para o relatório, investigadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Essex ficaram responsáveis por seis estudos separados para perceber o quanto a aparência dos cientistas afeta a percepção do público sobre as suas respetivas pesquisas.

Aproximadamente 3.700 pessoas entre os 18 e os 81 anos participaram no estudo. Eram oriundas dos Estados Unidos e do Reino Unido e muitas foram recrutadas online.

Para o estudo, os rostos dos cientistas foram escolhidos aleatoriamente, a partir dos departamentos de Física e Genética de universidades americanas e britânicas.

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