Tribunal Europeu é a última esperança para pais de bebé com doença terminal rara

Tribunal Europeu dos Direitos Humanos alargou para mais seis dias o prazo em que Charlie Gard, de dez meses, deve ser mantido vivo ligado às máquinas de suporte de vida, para que os juízes possam analisar o caso.

FOTO: charliesfight.org

Os pais de Charlie Gard, o bebé inglês que foi diagnosticado com uma doença genética rara que lhe provocou danos cerebrais irreversíveis, receberam na terça-feira uma última esperança: os juízes do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiram prolongar por mais seis dias, até segunda-feira, o período em que a criança deve ser mantida viva ligada às máquinas.

O bebé nasceu aparentemente saudável em agosto de 2016, mas em outubro os médicos descobriram que tinha síndrome de depleção mitocondrial, uma doença rara que afeta o ADN e provoca o enfraquecimento progressivo dos músculos.

Desde então, os pais de Charlie lutam contra a Justiça do Reino Unido pelo direito de manterem o filho vivo com o objetivo de o levarem para os Estados Unidos, onde pretendem que seja submetido a um tratamento experimental. Pedido esse que foi recusado pela Suprema Corte do Reino Unido.

Chris Gard e Connie Yates recorreram então ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Na semana passada, a mais alta instância de Justiça europeia determinou que Charlie Gard deve ser mantido em suporte de vida até à meia-noite de terça-feira para dar uma nova oportunidade aos juízes de reavaliarem o caso.

Entretanto, os pais de Charlie já recolheram mais de um milhão de libras em donativos para financiar a viagem aos Estados Unidos e o tratamento experimental.

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artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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