Novo banco cirúrgico vai duplicar intervenções na pediatria de Luanda

A pediatria de Luanda conta desde hoje com um novo banco cirúrgico nos serviços de urgência, para diminuir a longa espera das crianças por uma cirurgia, como perfurações do intestino por febre tifoide, o principal problema.

Relativizar ou desvalorizar a doença não é, de todo, uma boa forma de lidar com alguém doente. Só quem passa pela doença sabe a dureza da mesma.

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O ministro da Saúde inaugurou a primeira das três fases do projeto, orçada em 2,2 milhões de dólares (1,9 milhões de euros), de um custo total de 5,8 milhões de dólares (5,1 milhões de euros).

No seu discurso, Luís Gomes Sambo sublinhou que o Hospital Pediátrico de Luanda David Bernardino é o único de referência no país, recebendo pacientes de todas as províncias e todo o tipo de doentes, registando um excesso na procura.

Luís Gomes Sambo elogiou os esforços da equipa de trabalhadores daquela unidade hospitalar para o atendimento de todos os que procuram pelos seus serviços, bem como os progressos registados no âmbito da investigação clínica, importante para a melhoria dos cuidados de saúde.

Por sua vez, a diretora-geral da pediatria de Luanda, Vitória do Espírito Santo, adiantou que o bloco que se encontrava em funcionamento possuía apenas duas salas, divididas para cirurgias de urgência e as eletivas, facto que fazia com que muitas crianças se mantivessem por longo tempo em lista de espera, por incapacidade de atendimento.

"Com a abertura desta parte do banco futuro vamos duplicar a nossa capacidade de atendimento", referiu a responsável, salientando que os casos cirúrgicos mais frequentes que chegam àquela unidade hospitalar são a peritonite ou perfuração do intestino causada por febre tifoide.

"São cirurgias muito longas, que podem durar seis a sete horas e por dia recebemos cinco a sete peritonite, daí a pressão que sofremos e daí a importância desse hospital ser apoiado", frisou.

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