Angolanos têm pouco conhecimento sobre Sida ‘prevenindo’ pela aparência, Estudo

Menos de 10 por cento dos jovens angolanos que vivem em meio rural têm conhecimento abrangente da prevenção da transmissão do VIH/Sida, assumindo os restantes conceções erradas como julgando a "aparência saudável" como fator de confiança.

Os dados constam do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS), realizado entre 2015 e 2016 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola e cujas conclusões foram agora reveladas, estimando que apenas 32% (média ponderada entre ambientes rural e urbano) dos jovens de 15 a 24 anos "têm conhecimento abrangente" sobre a prevenção do VIH/Sida.

Conclui ainda que o conhecimento sobre a doença e forma de transmissão "é mais baixo na área rural", que no caso das mulheres é de 9,4%, subindo para 41,5% no meio urbano.

Por conhecimento abrangente do VIH o estudo refere conhecer as formas para evitar a transmissão sexual, como "fidelidade" e "uso de preservativo", enquanto o desconhecimento aponta concepções erradas como "aparência saudável" como factor de confiança ou a transmissão através de mosquitos ou pela partilha de alimentos.

"Quanto mais baixa é a escolaridade, menor o conhecimento sobre o VIH", referem ainda as conclusões do estudo do INE.

Além disso, o IMSS refere que 1,7% das mulheres tiveram relações sexuais com dois ou mais parceiros nos últimos 12 meses, percentagem que desce para 0,7% no meio rural (2,1 no meio urbano). À mesma pergunta, cerca de 18,5% dos homens inquiridos confirmaram o mesmo, num peso semelhante entre meios urbano e rural.

Ainda assim, apenas 24,3% das mulheres com mais de um parceiro admitem usar preservativo nas relações sexuais, enquanto nos homens o uso é de 29,5% dos casos.

O levantamento realizado pelo INE conclui igualmente que 30% de mulheres e 20% de homens fizeram o teste de VIH nos últimos 12 meses e receberam os resultados.

Lusa

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