Seis estratégias para evitar birras ao pequeno-almoço

De manhã é que começa o dia. E as rabugices e as zangas por causa da falta de vontade de comer dos mais novos. Mas todos sabemos que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia e não deve ser “saltada” ou descurada.

Para além de garantir um bom desempenho físico e intelectual, também está provado que as crianças (e adultos) que tomam o pequeno-almoço têm maior capacidade de concentração. Por consequência, estão mais atentos e isto traduz-se em melhores resultados escolares. Para além de conseguirem gerir melhor o peso.

Saiba como fazer do pequeno-almoço a melhor refeição do dia:

1º A regra dos 3 grupos

Lacticínios, cereais e fruta. Tudo o que é necessário para ter um pequeno-almoço equilibrado e cheio de energia. Os lacticínios (de preferência magros) são os “construtores do organismo” e ricos em cálcio, que reforçam a saúde óssea; Os cereais pouco refinados ou integrais (pão escuro, cereais de pequeno-almoço) são fonte de energia; E a fruta (use e abuse da fruta da época) é rica em água, minerais e vitaminas essenciais para um bom desempenho ao longo do dia. Todos juntos, fazem o pequeno-almoço ideal.

2º Pronto a sentar e a comer.

Para evitar a típica desorganização matinal prepare, de véspera, a mesa para o pequeno-almoço. No frigorífico, tenha sempre um tabuleiro com o conduto que vai precisar [leite, doces, queijo, fiambre magros]. Não vale a pena querer preparar coisas complexas. O ideal é ser uma refeição prática, nutritiva e saborosa. Lembre-se que o importante é variar na oferta.

3º Simples e divertido

Tornar a refeição mais divertida faz a diferença. Um estudo da Universidade de Cornell explica que as crianças são mais flexíveis quando os alimentos surgem com formatos diferentes. No caso dos mais pequenos, existem formas divertidas que cortam o pão (escuro, de preferência) ou os bolos caseiros (cenoura, sementes de papoila…) que fazem as delícias das papilas gustativas. No caso dos cereais de pequeno-almoço, atualmente existem muitas formas e cores (ex. chocolate e o mel), mas tenha sempre em atenção os rótulos nutricionais e opte pelos que têm menor teor de açúcar.

4ª Porque os olhos também comem…

A fruta dá uma boa ajuda! Colorida, fresca e nutritiva, aproveite a fruta da época (mais barata e mais saborosa) e poderá sempre apresentá-la sob a forma de sa

lada, sumos, batidos ou mesmo juntar aos cereais de pequeno-almoço. O mesmo estudo refere que as crianças precisam até seis cores no prato para se sentirem “tentadas”. Uma tentação que poderá ser explorada diariamente, sob diferentes formas e sabores.

5ª Prático, nutritivo e saboroso

A repetição é inimiga da vontade de comer. Por isso, varie as suas refeições. Panquecas, torradas, ovo cozido, iogurtes de sabores ou alternar entre diferentes cereais de pequeno-almoço, puxe pela imaginação. Resista à tentação dos produtos de panificação açucarados, normalmente muito doces e com baixo valor nutricional.

6ª Todos os dias, todos decidem

Não se trata de lhes dar poder, mas de os envolver na escolha e até preparação das refeições. De véspera, decida em família quais as opções para não haver espaço para a recusa. Mas o verdadeiro segredo do sucesso está em envolver todos os elementos lá de casa. Lembre-se que há rotinas boas. Tomar o pequeno-almoço todos os dias juntos, idealmente em casa, é um delas.

Com este pequeno gesto constatará que, a médio prazo, o seu filho estará a criar um álbum de boas memórias muito importantes e a construir diariamente uma relação familiar mais estreita e hábitos alimentares são saudáveis e equilibrados. Já para não falar dos ganhos em boa disposição e capacidade de trabalho, quer físico quer intelectual.

Aproveite o momento e “abuse” do pequeno-almoço.

Ana Leonor Perdigão Nutricionista

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