Quando a estética levada ao limite

O vício em cirurgia estética pode conduzir a uma situação de dismorfofobia ou de transtorno dismórfico corporal, também conhecido como TDC. O número de casos não para de aumentar.

Quando o vício em estética é levado a casos extremos pode cair-se num quadro de dismorfofobia, um transtorno psicológico que os especialistas definem como um sentimento crónico de não aceitação da imagem corporal. Apesar de se tratar de uma patologia relativamente nova, os seus sintomas estão perfeitamente definidos. Segundo Lima Magalhães, estes são alguns dos sinais que podem indicar que uma pessoa sofre de dismorfofobia:

- Preocupação excessiva com o corpo todo ou com uma parte dele, um defeito imaginado que lhe provoca um enorme sofrimento e interfere na sua vida.

- Acreditar piamente que os outros o acham feio e que vão reparar no defeito corporal, mesmo que a sua aparência demonstre o contrário.

- Procurar cirurgia estética para corrigir a aparência, apesar de os médicos dizerem que não é preciso ou que o defeito é muito pequeno.

- Tentar esconder e disfarçar as partes do corpo indesejadas e usar adjetivos exagerados para descrever algumas delas (nariz enorme, veias grotescas, pernas horríveis).

Na realidade, muitas destas pessoas têm uma imagem harmoniosa, atraente, de acordo com a sua idade e, em muitos casos, ajustada aos estereótipos de beleza vigentes. Nestas situações, é importante que o especialista detecte os sintomas e encaminhe o paciente para uma consulta de psiquiatria e de psicoterapia cognitivo-comportamental.

Casos que correram mal e que acabaram nas páginas dos jornais

Brasileiro já gastou mais de 400.000 € para ficar igual ao Ken. Rodrigo Alves fez 43 operações plásticas e sete intervenções ao nariz para conseguir a imagem do eterno namorado da Barbie. Está, no entanto, longe de ser caso único. Há também o caso de He Chengxi, uma chinesa que anda há quase uma década a fazer operações plásticas. Janey Christina Farrell, sósia britânica da socialite Kim Kardashian, é outra das muitas mulheres viciadas em cirurgia estética.

Vera Sidika, também conhecida como Vee Beiby, apresentadora de televisão africana, uma celebridade no Quénia, com uma legião de seguidores nas redes sociais, fez várias cirurgias estéticas para aumentar o peito mas uma delas não correu bem. Para conhecer as razões do seu arrependimento, clique aqui. Veja também a galeria de imagens de viciados em cirurgias estéticas com resultados desastrosos.

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