Nadir Tati apresenta colecção na ModaLisboa em Portugal

A estilista angolana Nadir Tati apresentou domingo, durante a edição da ModaLisboa decorreu no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, a sua nova colecção de alta costura africana.

A nova colecção foi inspirada nos 40 anos de independência de Angola como resultado de um processo de observação e pesquisa, levando a mulher africana a um nível de excelência na arte de vestir.

Confecionadas com todo o requinte e uso de material de ponta, muitas das peças com pedras preciosas  e bordados feitos à mão demonstram um nível mais alto da costura africana e da mulher Angolana.

Vestidos formais clássicos e elegantes que valorizam o corpo feminino com um elevado padrão de glamour e sofisticação sendo cada peça única e com um momento diferente. A qualidade dos tecidos com que cada um dos vestidos é confeccionado e os acabamentos distinguem a “liberdade” de outras colecções.

Nadir Tati é a mais reconhecida criadora de moda angolana. Formada em Criminologia, Consultoria de Imagem e Design de Moda, trabalhou anteriormente como manequim, profissão que despertou a sua grande paixão pelas artes e pela moda, em especial a africana.

Encontra inspiração na sua própria vida e na história de vida dos angolanos para desenhar as suas colecções. Nos últimos três anos consecutivos, ganhou o prémio de “Melhor Criadora”, no evento “Moda Luanda”. Em 2011 e 2012, foi também homenageada com o título “Diva da Moda” e, no ano seguinte, conquistou o prestigiado “Prémio Sirius”, pela sua excelência no ramo empresarial e por ter levado o nome de Angola a várias passerelles do mundo.

Defensora das tradições ou costumes africanos, Nadir Tati tem por principal objectivo elevar a moda angolana ao mesmo nível de outros países como Portugal, Estados Unidos, Alemanha, México, Bélgica, Macau, Espanha, África do Sul, Moçambique, Quénia, Togo, Tanzânia, que já acolheram e aplaudiram as suas criações. A sua jornada por estes estados dá a conhecer o seu processo criativo e ajuda-a a definir um perfil de cliente.

A estilista inspira-se, com frequência, na situação actual da mulher angolana no mundo, transportando toda uma história africana que passa por um processo de identidade e afirmação de um continente que acompanha cada vez mais o mundo num processo de globalização.

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