País contará com centros integrados de atendimento à violência doméstica

O Executivo Angolano vai brevemente pôr em funcionamento centros integrados com vista a atender as vitimas de violência doméstica.

Esta informação foi prestada hoje, domingo, à imprensa  pela  ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Victória da Conceição, no termo de uma visita que efectuou a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra  (Kimbanguista).
De acordo com a governante, estes centros cuja experiência piloto terá lugar na província do Huambo, sem especificar a data da sua abertura, serão organismos de resposta às vitimas de violência doméstica, onde para além de pessoal especializado para o aconselhamento, haverá apoio psicológico.

Neste local irá de igual modo se encontrar um agente da polícia  para registar as ocorrências, o  funcionário do serviço de investigação criminal para abertura do processo, o procurador  para que no local as questões relacionadas com a fuga a paternidade possam ser resolvidas  com celeridade, para além de outras constantes na lei e se encontrem mecanismos de protecção às vitimas.

Contudo,  lamentou a falta de cultura de denúncia de casos de violência doméstica  que  ainda  se registam no país, muitos devido a dependência económica que as vítimas têm dos prevaricadores, preferindo manterem o silêncio.

Victória da Conceição considera ser da responsabilidade  do Ministério da Acção Social, Família e  Promoção da  Mulher  chamar a atenção  todos os dias sobre esta problemática a partir da escola e  principalmente no seio da família.

Para a governante  a família deve  constituir o lugar onde reine a paz, felicidade e  estabilidade permitindo a todos os seus integrantes verem os seus direitos fundamentais cumpridos.

Repudiou os constantes actos de violência doméstica que se registam no país e prontificou-se a continuar  a trabalhar com as igrejas no sentido de moralizar a sociedade  e  travar um forte combate a este fenómeno.

“Nós queremos um país onde a estabilidade seja vital e em termos de atitudes não queremos  violência  e sim paz, neste contexto dizemos não a  violência sexual,  física, psicológica  ou de qualquer outro tipo”,  realçou.

Afirmou que, neste momento, o número de casos de violência doméstica  é superior a três mil e tende a aumentar a cada dia, sendo  de opinião que as instituições, quer a nível da escola, família, igreja e sobretudo da justiça tomem medidas que possam "travar" esta situação.

Afirmou que o objectivo  principal da sua visita a Igreja  Kimbanguista  prende-se com o reforço da parceria com esta instituição  religiosa,  pois a mesma tem contribuído com o estado desde a  luta  pela independência  nacional.

De igual modo sempre esteve junto do Estado nas tarefas da reconstrução do país, principalmente no  sector social ao contribuir na construção de estabelecimentos escolares, centros de saúde, projectos  agrícolas, entre outros.

Enalteceu as obras que estão a ser executadas no centro de conferencias  no Golfe  que terão  um pendor social, tendo  por esse motivo  doado diverso material de  construção a esta instituição  religiosa.

A Igreja Kimbanguista está neste momento a construir várias infraestruturas sociais com destaque para o centro multiusos no Golfe, que contará com duas salas de  reuniões com capacidade para 250 lugares cada, um centro médico para atendimento dos cidadãos mais desfavorecidos e suites.

Está de igual modo a ser restaurada a escola do II Nível 18 de Novembro, com o aumento de salas, cujas aulas passaram para um edifício de primeiro andar, a construção da residência do chefe espiritual e suites para alojamentos.

Por outro lado, está a ser ampliada a Maternidade de Viana, que contará com mais de 12 serviços de especialidade, assim como a sua capacidade de internamento que passará de 25 para 50 camas.

A Igreja de Jesus Cristo  Sobre a Terra foi fundada a 6 de Abril de 1921 pelo profeta Simão Kimbangu, na localidade de Nkamba, República Democrática do Congo, e é reconhecida pelo Estado angolano desde 18 de Novembro de 1974.

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