Uma em cada cinco crianças dos países ricos vive em situação de pobreza

Uma em cada cinco crianças em países ricos vive em pobreza relativa, e uma média de uma em cada oito sofre de insegurança alimentar, segundo o último relatório da UNICEF.

Eight-year-old Mascha sits next to a meal in a shelter by the 'The way home' organization in Odessa, Ukraine, 15 September 2004. She still has a home, but her mother is unable to provide lunches for her. In Odessa about 3,000 children live on the street. According to UNICEF every third child in Eastern Europe lives in poverty. The United Nations Children's Fund tries to reduce the misery and supports, for example, the non-government organization 'The way home' in Odessa. EPA/Rudi Tarneden/UNICEF

O documento “Criando o futuro: Crianças e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em países ricos” é o primeiro a avaliar a situação das crianças em 41 nações com rendimentos elevados. É entendido que uma pessoa sofre de pobreza relativa quando vive numa família cujos rendimentos são 60% inferiores ao salário médio nacional.

A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) teve em conta a aplicação de metas como a de pôr fim à pobreza, à fome, promoção de uma vida saudável, de bem-estar, de educação de qualidade, crescimento económico sustentável, paz, justiça e instituições fortes.

Portugal destaca-se no relatório em termos de saúde e bem-estar infantil, áreas onde este país é apontado como líder.

Na generalidade, os países que, em média, obtêm melhores resultados são, por ordem: Noruega, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Islândia, Suíça, Coreia do Sul, Eslovénia, Holanda, Irlanda, Japão, Reino Unido e Luxemburgo. Os países com pior posicionamento no ‘ranking’ são o Chile, o último da lista, Bulgária, Roménia, México, Estados Unidos, Turquia, Israel, Nova Zelândia, Lituânia, Hungria, Grécia, Eslováquia e Malta.

Portugal nos lugares intermédios

Nos lugares intermédios ficam a Estónia, Portugal, França, República Checa, Croácia, Polónia, Itália, Canadá, Bélgica, Chipre e Letónia.

Comentários