Pornografia na relação: sim ou não?

Será que desencadeia patologias psicológicas e sexuais? Ou em muitos casos pode funcionar como terapia para alguns casais? Como em tudo na vida, se houver moderação e bom senso na “utilização” da mesma, certamente não trará nenhum tipo de inconveniente.

A pornografia deve ser vista e encarada como uma ferramenta útil e eficaz para o casal. Alguns estudos científicos chegaram à conclusão que os consumidores de pornografia tendem a usufruir de uma maior intimidade, chegando inclusive a melhorar a prática e vida sexual, do que os que não consomem. A mesma não deve ser encarada como algo para fugir à intimidade, até bem pelo contrário, e sim como algo que permite um melhor autoconhecimento. Não obstante, permite abrir novos horizontes, no sentido em que suscita curiosidade sobre alguns aspetos que desconhecíamos ou que pura e simplesmente nunca se tinha pensado. É praticamente uma investigação voluntária que se faz sobre o próprio.

Conforme referido acima, é conveniente que o consumo seja moderado e ter noção que a sua vida sexual não tem (nem deve) de ser igual ao que vê. Muitos adolescentes ou quem não tenha muita experiência sexual pode cair no erro de achar que um filme pornográfico é o retrato de sexo real. Os pénis avantajados, alguma falta de cumplicidade, mulheres muitas vezes retratadas como escravas sexuais, ereções eternas, gritos, entre outros, podem induzir alguma ansiedade face ao desempenho, deturpar a realidade e até incutir algum machismo.

Em suma, o ideal é que não se teçam comparações, ter noção que nem toda a gente gosta de ver pornografia, que conheça bem o seu parceiro e que converse com o mesmo sobre receios e gostos. A pornografia deve ser vista como um brinquedo sexual, um complemento. Algo que pode ser usado pontualmente para excitar em determinado momento, para apimentar uma relação e evitar que a mesma caia na rotina.

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